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Brasil

Ilha que teria desaparecido no Rio não passava de um banco de areia, diz instituto

Arquivo Geral

18/03/2009 0h00

A notícia do desaparecimento de uma ilha, dosage na Lagoa da Tijuca, zona Oeste do Rio, divulgada pela imprensa na última semana, não passou de um equívoco. A suposta ilha, de aproximadamente 20 mil metros quadrados, era na verdade um enorme banco de areia que obstruía a circulação da água, segundo o diretor de recuperação ambiental do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Carlos Abenza. O desaparecimento da ilha foi divulgado pela imprensa na semana passada após a comparação de duas imagens aéreas da Lagoa da Tijuca, uma de 2004 e a outra de 2008.


“Na época, foi feita uma abertura de canal submerso para melhorar a troca hídrica e de nutrientes como também diminuir o problema da inundação,” explicou Carlos Abenza. “A própria natureza se encarregou de desfazer esse acúmulo de sedimentos, de lama e vegetação”.


Ele falou que assoreamentos como esse são comuns em rios e lagoas. Segundo Abenza, na foz do Rio Paraíba, por exemplo, há bancos de areia com bem mais de 20 mil metros quadrados.


O diretor explicou que o projeto original de recuperação da lagoa, iniciado em 2003, previa a ligação do complexo lagunar ao mar pelo canal de Sernambetiba, no Recreio dos Bandeirantes. No entanto, um estudo ambiental mostrou que a ligação da lagoa – que está poluída – com o mar acabaria contaminando um trecho de praia limpa e as obras foram interrompidas. Já existe uma ligação da Lagoa da Tijuca ao mar por meio do Canal da Joatinga.


O projeto foi refeito e prevê canais submersos, sem a abertura de um novo canal, além do desassoreamento e da dragagem dos canais do sistema lagunar por meio de uma parceria com a iniciativa privada, sem ônus para o estado.


“O material dragado pode ser utilizado para aterro por empresas de construção”, disse o representante do Inea que explicou que o transporte dos resíduos retirados e sua destinação final são o que mais encarece o projeto.


Segundo o diretor do órgão, o Relatório Ambiental Simplificado (RAS) estará concluído em abril, quando será encaminhado para o licenciamento. “Estamos aguardando apenas o resultado das análises de sedimento, do material de fundo que deve ficar pronto no fim deste mês e a partir de maio podemos recomeçar as obras e buscar parcerias com a iniciativa privada.”


 

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