Faltando menos de 48 horas para as eleições no domingo, as forças de segurança de Honduras reforçaram hoje a vigilância no país para prevenir fatos violentos.
O porta-voz das Forças Armadas, coronel Ramiro Archaga, disse à Agência Efe que a partir desta sexta-feira aumentará a vigilância militar, principalmente nos locais onde estão guardados os materiais eleitorais e nos centros de votação, além de reforçar a cooperação com a Polícia.
“Até o momento, não tivemos nenhum incidente com a distribuição do material eleitoral”, apontou.
Um magistrado do Tribunal Supremo Eleitoral (TSE), Enrique Ortez Sequeira, disse hoje que 99% do material já foi distribuído.
O chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, general Romeo Vázquez, disse nesta semana à imprensa que há “um planejamento bastante detalhado para garantir a segurança da população, a estabilidade durante esse dia (das eleições) e que não haja problemas durante sábado e domingo”.
“Vamos estar 100% empenhados nestas atividades”, afirmou, e acrescentou que muitos reservistas se incorporaram às operações de segurança.
“Teremos presença militar e policial suficiente durante o pleito”, assegurou Vázquez.
“Estamos intensificando nossas operações”, disse hoje o porta-voz da Polícia, Orlin Cerrato, que indicou que desde ontem à noite aumentaram as rondas, blitzes e outras ações em prol da segurança da população.
As ações estão sendo executadas em coordenação com as Forças Armadas, detalhou Cerrato.
Conforme o porta-voz policial, os hondurenhos “não devem se deixar amedrontar pelos recentes atentados com explosivos registrados no país nem pelas ameaças de colocação de bombas (que são falsas), que foram divulgadas hoje em várias instituições públicas”.
“Diante deste tipo de ameaças, o que estamos fazendo é ter maior presença nas ruas, estamos 100% trabalhando junto com as Forças Armadas”, acrescentou.
“A sociedade não deve temer pelas ações inescrupulosas de um setor reduzido da população que não quer eleições”, disse.
O destituído presidente, Manuel Zelaya, e a frente de resistência popular que exige sua restituição chamaram os hondurenhos a boicotar as eleições, mas sustentam que não promovem a violência, mas a via pacífica.
Zelaya permanece a partir de 21 de setembro na embaixada do Brasil em Tegucigalpa, onde chegou após um exílio desde o golpe de Estado e seu envio à Costa Rica pelos militares em 28 de junho, quando o Parlamento designou Roberto Micheletti para substituí-lo.
A comunidade internacional não reconhece o Governo de fato e também muitos países e organismos internacionais anunciaram que não aprovarão o pleito deste domingo. E