Prestes a assumir o cargo de chefe-executivo (CEO) da Honda, Takanobu Ito declarou que a saída da montadora japonesa da Fórmula 1 pode ser passageira. A decisão de deixar a categoria, tomada no final do ano passado, foi justificada pela crise financeira mundial.
“Infelizmente, a empresa está com um ligeiro resfriado neste momento. Porém, gostaria que a gente se curasse o mais rápido possível e trabalhe para voltar a ter essa felicidade (de competir)“, comentou o executivo, de 55 anos, em entrevista coletiva no Japão.
Segundo ele, a elite do automobilismo mundial é “muito desafiadora, mas também divertida”. Com um carro ruim, a Honda andou nas últimas posições na temporada 2008, mas já estava montando o carro para este ano – agora, a montadora tenta vender a estrutura do time de Fórmula 1 ou fechar um acordo de management buyout (quando os funcionários assumem a gerência da empresa).
De acordo com a revista Autosport, os funcionários da fábrica de Brackley estariam otimistas com a possibilidade de alinhar dois carros no GP da Austrália, abertura do Mundial em 29 de março – a propria montadora é quem estaria dificultando as negociações, visto que pretende assegurar um mínimo de demissões possíveis e ver o time andando entre os três primeiros do campeonato.
Provável fornecedora de motores da equipe, a Mercedes também estaria mais maleável e entendendo a situação, apesar de ainda não possuir nenhuma garantia financeira. Caso a equipe realmente vá para a pista este ano, são grandes as chances de a dupla de pilotos ser formada por Jenson Button e Bruno Senna.