Embora especulações nos últimos dias deem conta de que a venda da Honda Racing é apenas uma questão de tempo, ainda há chances consideráveis de que, na falta de um comprador, o grid da Fórmula 1 fique apenas com 18 carros na temporada 2009.
Após a montadora ter abandonado o seu projeto esportivo no fim de 2008, muito se falou sobre a identidade de compradores interessados em tomar posse do time sediado em Brackley, sendo o último deles o grupo empresarial britânico Virgin, de Richard Branson. Segundo declarações de pessoas ligadas à categoria, um acordo para fornecimento de motores com a Mercedez-Bens também estava muito próximo de ser fechado.
Em todo caso, o porta-voz da Honda Hiroyuki Murase assegura que, como nenhum acerto foi construído de forma oficial, a possibilidade de Ross Brawn e Nick Fry ficarem fora da Fórmula 1 neste ano ainda existe.
“É verdade que estamos buscando compradores em potencial, mas a equipe ainda pode se dissolver se as negociações falharem”, disse Murase, mantendo o suspense sobre o futuro dos ingleses em entrevista à agência AP.
Apesar do interesse declarado do Virgin que veio à tona nesta semana, acredita-se que o plano que ainda mais agrada a Brawn e Fry diz respeito ao de management buyout (termo utilizado quando os funcionários assumem o comando de uma empresa falida). Nesse caso, eles usariam dinheiro extra proveniente da Honda e da antecipação dos direitos de televisão, prometida por Bernie Ecclestone, e eventuais patrocinadores que poderiam chegar com a entrada de Bruno Senna na Fórmula 1.
De qualquer forma, Ecclestone está animado com a chance de o grupo britânico passar a fazer parte da categoria comprando a Honda. “Richard Branson é um cara incrível, nós lhe daríamos as boas-vindas com os braços abertos”, afirmou o dirigente nesta quinta-feira ao diário The Mirror. “Ele é exatamente o tipo de pessoa que queremos no esporte”.