CRISTINA CAMARGO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)
Um homem de 32 anos foi preso em São Vicente, no litoral de São Paulo, após a câmera de segurança de um elevador no bairro Itararé flagrar cenas de agressão contra a ex-namorada, de 26 anos.
Jonas de Oliveira foi encontrado em seu apartamento, no mesmo prédio onde ocorreu o caso de violência denunciado à Delegacia de Defesa da Mulher de São Vicente.
O homem poderá responder por tentativa de feminicídio, ameaças, danos e descumprimento de medida protetiva.
As imagens mostram a vítima sendo brutalmente espancada, com puxões nos cabelos, tentativa de sufocamento, mordidas e arremesso contra o elevador. Além disso, ele estraçalhou o celular da mulher.
Depois das agressões, ocorridas no sábado (7), o homem teria enviado mensagens ameaçadoras à ex-namorada, dizendo que iria terminar o que havia começado. A defesa de Jonas não foi localizada.
“Ela tentou de toda forma sair do elevador. Disse que a preocupação era manter a porta aberta para conseguir fugir”, disse o delegado Rogério Nunes Pezzuol, em entrevista ao Balanço Geral, da Record.
A jovem conseguiu escapar do elevador e foi perseguida pelo agressor no prédio. Ela gritou por socorro e outros moradores chamaram a Polícia Militar.
Em depoimento à polícia, a vítima disse que havia sofrido outras agressões, em dezembro de 2025 e em janeiro deste ano. Apesar de ter uma medida protetiva contra o ex-namorado, ela teria ido ao apartamento dele para buscar objetos que ficaram no local.
OUTROS CASOS
Em três dias, 430 homens acusados de violência contra mulheres foram presos no estado de São Paulo -45 em flagrante. Quatorze armas de fogo foram apreendidas durante ações realizadas pela polícia em cidades diferentes.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública, a Polícia Civil fez a operação para cumprir 1.700 mandados de prisões preventivas, temporárias e por condenação, além de casos de descumprimento de medidas protetivas.
“Um agressor preso significa uma mulher salva, uma vida salva e mais uma família salva. A prisão é muito importante, mas continuamos no acolhimento e no encaminhamento à rede de proteção”, disse a secretária de Políticas para a Mulher, Adriana Liporoni.
No Brasil, foram registrados 1.492 feminicídios em 2024, alta de 1,2% em relação a 2023 e o maior número da série iniciada em 2016, quando cerca de 900 casos foram computados, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública.
ONDE DENUNCIAR CASOS DE VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER?
POLÍCIA
A ligação é gratuita e o serviço funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. São atendidas todas as pessoas que ligam relatando eventos de violência contra a mulher
Disque 190
Procure uma Delegacia Especializada da Mulher (DDM) próxima de sua casa ou Delegacia de Polícia fora do horário comercial.
CENTRAL DE ATENDIMENTO À MULHER – LEI MARIA DA PENHA
Disque 180
O serviço fornece informações sobre os direitos da mulher, como os locais de atendimento mais próximos e apropriados para cada caso: Casa da Mulher Brasileira, Centros de Referências, Delegacias de Atendimento à Mulher, Defensorias Públicas, Núcleos Integrados de Atendimento às Mulheres, entre outros