O brasileiro Hélio Castro Neves mostrou nesta sexta-feira que será um dos principais candidatos à vitória no Grande Prêmio do Japão da IRL, disputado no circuito de Motegi. Vice-líder da competição com 75 pontos (cinco a menos do que o neozelandês Scott Dixon, da Chip Ganassi), Helinho comemorou o bom treino realizado, o que não vinha sendo freqüente em 2007.
“No começo desta temporada, estávamos tendo corridas boas e treinos um pouco ruins. Mas desta vez, minha equipe fez algumas pequenas mudanças dos treinos livres para os classificatórios e isso fez toda a diferença do mundo”, explicou o piloto da Penske, que faturou ainda um cheque de US$ 10 mil pelo feito.
Ainda assim, o piloto paulista sabe que não deverá ter moleza com o britânico Dan Wheldon, que larga em segundo, e com o próprio Dixon, sexto. “Esta é uma categoria muito competitiva, e eu sei que haverá muita gente tentando nos derrotar amanhã (sábado)”, explicou.
Quem acabou pouco entusiasmado com o desempenho pessoal no treino foi Tony Kanaan, da Andretti Green. Apesar de sua equipe ocupar inteiramente a segunda fila, o baiano acredita que poderia ter conseguido um lugar melhor do que o terceiro posto – o que não diminuiu sua confiança para a prova.
“Sempre pode ser melhor. Eu esperava ser um décimo mais rápido, mas a Andretti Green fez um bom trabalho”, disse o brasileiro, que larga ao lado da companheira, a norte-americana Danica Patrick. “Temos quatro bons carros para a corrida. Será uma prova longa, e o treino não significa nada quando se trata desta pista”, desdenhou.