Quinze estados americanos correm o risco de ficar sem leitos e outros 12 podem esgotar 75% de sua capacidade caso 35% dos cidadãos do países sejam infectados pelo vírus A(H1N1), afirmou um relatório divulgado hoje pelo Fundo para a Saúde dos Estados Unidos.
O estudo mostra o desgaste que a estrutura de saúde nos EUA pode sofrer com a possível segunda onda de contágios esperada para o outono e o inverno no hemisfério Norte.
A escassez de leitos forçará alguns estados a reduzir o número de internações para operações não obrigatórias, segundo o diretor do Fundo para a Saúde, Jeffrey Levi.
A taxa de 35% de contágios na qual se baseia o relatório remete ao índice de infectados pela pandemia de gripe de 1968, que foi considerada leve, e assume que a nova onda duraria cerca de oito semanas.
Levi assegurou que essa percentagem está de acordo com os prognósticos da Organização Mundial da Saúde (OMS) de que quase um terço da população do planeta será infectada pelo vírus A(H1N1).
O Conselho Presidencial de Assessores de Ciência e Tecnologia previu em agosto que os EUA podem registrar 1,8 milhão de internações e até 30 mil mortes caso a taxa de infecção seja de 30%.
O CDC deixou de divulgar dados específicos sobre as vítimas da gripe A em setembro, quando começou a contar os casos da doença junto aos de pneumonia e de outros tipos de gripe, mas alguns estudos sugerem que a epidemia provocou mais de 600 mortes e nove mil internações nos EUA.