Em seu segundo dia, page a greve do bancários do Rio de Janeiro manteve a adesão de cerca de 80% da categoria. A informação é do Sindicato dos Bancários do RJ, que estima em 24 mil o número de empregados de bancos que estão parados na cidade. Ainda segundo a entidade, a paralisação alcançou seis em cada dez agências das zonas norte e sul da capital fluminense e metade delas na zona oeste.
No centro da cidade, os grevistas enfrentaram problemas para conseguir manter as agências fechadas. Segundo a assessoria do sindicato, houve um verdadeiro “abre e fecha” dos bancos dessa área. Ainda conforme a entidade, alguns funcionários abriram as portas para os clientes por causa das ações de interdito proibitório entregues pela Justiça hoje (1º). Quando percebia a abertura dos bancos, o sindicato tentava fazer com que fechassem novamente as portas.
Segundo o diretor do Sindicato dos Bancários, Renato Luis Pereira, a negociação com os bancos começou desde maio, mas a categoria não conseguiu chegar a um acordo. Para ele, a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que ofereceu 7,5% de reajuste, é insuficiente, já que acompanha somente a inflação.
“Então a categoria entende que nós precisamos, sim, de um reajuste salarial melhor, uma geração de emprego para melhor atender a população e de um novo modelo de Participação nos Lucros e Resultados, que contemple a luta da categoria e o trabalho das metas abusivas que vem sendo cobradas dentro do banco”, afirmou Renato.
Nesta quarta-feira, com boa parte das agências fechadas, muitos caixas eletrônicos do centro da cidade estavam com fila. O administrador Moacyr Escotelaro, cliente de uma agência que estava fechada, disse que a greve está dificultando a realização de pagamentos. Segundo ele, nem todos os caixas eletrônicos estão funcionando e alguns não emitem confirmação de pagamento.
O Sindicato dos Bancários do Rio vai se reunir em assembléia ainda hoje para decidir os rumos da greve.