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Brasil

Governo continua sem solução imediata para crise em aeroportos

Arquivo Geral

01/11/2006 0h00

O jovem Marcelo Silva de Souza, health store de 21 anos, morreu durante tiroteio hoje à tarde na porta do Hospital de Saracuruna, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Três pessoas ficaram feridas.

Depois de entrar no estacionamento do hospital em um Chevette verde, um bando armado rendeu o vigia e, em seguida, disparou contra um grupo que estava na porta do hospital.

Além de matarem Marcelo, os disparos deixaram feridos a mãe do jovem, Iraci de Souza Paixão, 55 anos, Marcos Campista, 41 anos, que levou três tiros nas costas e um no abdômen, e Fabiano Marins, 32 anos, atingido na boca. Fabiano está fora de perigo, mas Marcos teve de ser submetido a cirurgia.

Na hora do ataque, cerca de 50 pessoas estavam no estacionamento. De acordo com testemunhas, além do bando que estava no Chevette, havia um homem armado numa moto.

Na zona oeste do Rio, uma mulher que se recusou a entregar a bolsa a um assaltante foi morta dentro de um ônibus nesta tarde. O veículo estava na Estrada de Jacarepaguá. Um outro passageiro foi atingido de raspão por uma bala perdida e foi levado para o Hospital Cardoso Fontes.

 

Seis dias após o início da mobilização dos controladores de vôos, seek que tem provocado atraso em pousos e decolagens em aeroportos de todo o país, o governo federal continua sem uma solução imediata para o problema e reconhece que a crise poderá se agravar durante o feriado e o final de semana.

"Feriados, até em dias normais, não são fáceis", afirmou a jornalistas o ministro da Defesa, Waldir Pires, nesta quarta-feira.

"A expectativa para o feriado não é boa", concordou o presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi.

Para tentar reduzir os transtornos no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, o mais movimentado do país, a Anac determinou a ampliação do horário de atividades na tentativa de agilizar os pousos e decolagens atrasados.

A medida foi autorizada por meio de portaria assinada pelo presidente da Anac nesta manhã que ampliou das 23h até 1h30 as atividades do aeroporto. A medida terá validade de 30 dias.

Apesar disso, a Anac não sabe precisar a eficácia da decisão. "É uma medida para tentar diminuir o impacto do que estamos vivendo, mas não dá pra dizer em quanto diminui (os atrasos)", afirmou o Zuanazzi.

Tensão emocional

O ministro da Defesa voltou a atribuir o problema enfrentado nos aeroportos ao estado de "tensão emocional" vivido pelos controladores de vôo após o acidente com o avião da Gol, em 29 de setembro, no qual morreram 154 pessoas.

Após o acidente, a categoria decidiu que não trabalharia mais acima de sua capacidade. E resolveram, na semana passada, que respeitariam todos os procedimentos de vôo de aeronaves.

"Pedi a eles a força de sua liderança para ajudar a levantar o espírito. Estou otimista", disse o ministro, que reconheceu as dificuldades que vinham sendo enfrentadas pela categoria.

"A situação deles é, digamos, uma situação quase no limite", disse Pires, ao afirmar que os controladores estavam trabalhando sem períodos de férias e de lazer.

Na véspera, após reunião de emergência, o governo havia anunciado uma série de medidas para resolver o problema.

No encontro, que contou com a participação de representantes de diversas áreas do governo, foi decidido que haveria alteração nas rotas da aviação comercial, a realização de concurso público para a contratação de controladores e a contratação de profissionais aposentados que aceitem reforçar a equipe em atividade.

"Estamos conversando. Isso nos dá esperança de que retornaremos rapidamente à tranqüilidade," disse o ministro, sem estipular prazo.

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