O presidente mundial do Google, malady Eric Schmidt, hospital reiterou hoje na capital do México sua preocupação com uma possível aquisição do Yahoo! por parte da Microsoft, pois isso poderia reduzir as opções dos usuários de internet.
“Estamos preocupados com uma união potencial do ponto de vista de que sejam eliminadas as opções para o consumidor”, disse o diretor em um encontro com jornalistas latino-americanos, no mesmo dia em que o Yahoo! rejeitou a oferta de US$ 44,6 bilhões da Microsoft por considerar que subvaloriza a empresa.
O Yahoo! insiste em que a oferta é insuficiente, apesar de ainda restar três semanas para expirar o prazo estabelecido pela gigante do software para completar a operação.
Caso não aceite a proposta, a Microsoft ameaçou lançar uma oferta hostil a um preço menos atraente.
Como exemplo do golpe que a compra significaria para a concorrência no setor, Schmidt indicou que o Yahoo! e a Microsoft poderiam “combinar seus sistemas de e-mail”.
O vice-presidente para a América Latina do Google, Daniel Alegre, ressaltou no mesmo ato que a companhia também está preocupada com que a operação tenha como conseqüência que “não haja democracia no acesso aos aplicativos”.
“Queremos concorrência, não pensamos que o Google vai ser o único buscador no mundo, a concorrência no ecossistema da internet é benéfica e saudável”, ressaltou.
De acordo com Alegre, “é problemático quando uma empresa tem o monopólio dos sistemas operacionais nos computadores” e, graças a uma fusão com uma companhia forte como o Yahoo!, se situe em posição de “impedir a livre concorrência entra as empresas”.
Schmidt enfatizou ainda que o Google é uma companhia diferente da Microsoft.
“Há muitas maneiras nas quais somos diferentes da Microsoft, em primeiro lugar não estamos tentados pelos Yahoo!, mas também não temos a história de suas táticas de negócio”, indicou.
Neste sentido, lembrou que o Google tem como regra “não guardar qualquer tipo de informação do usuário final”.
Por esta razão, “se a uma pessoa não gosta do Google e quer ir ao Yahoo! ou à Microsoft, nós facilitaremos, mas nossos concorrentes não fazem isso”, afirmou.
Sobre a recente renúncia de alguns diretores do Google, Schmidt manifestou que a companhia “contratou mais pessoas que as que perdeu”, e lamentou que a imprensa concentrasse sua atenção somente nos empregados que saíram.
“Há gente que quer uma promoção trabalhista ou um novo papel na companhia e não podemos oferecer isso, mas lhes desejamos o melhor”, ressaltou.