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Brasil

Futuro de Barbosa na seleção feminina segue indefinido

Arquivo Geral

24/09/2006 0h00

O destino do técnico Antônio Carlos Barbosa na seleção brasileira ainda está por ser decidido. Pelo menos é o que afirmam o treinador e o presidente da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), Gerasime Grego Bozikis, após o encerramento do Campeonato Mundial feminino, em São Paulo. "Não é momento ainda para falar sobre isso. Precisamos tirar um pouco da tristeza para pensar sobre isso depois", diz Grego.

Se depender da satisfação do dirigente, Barbosa tem tudo para permanecer na função. "É um orgulho ficar na quarta posição. Claro que tínhamos esperança de um pouco mais, mas as americanas não iam perder dois jogos seguidos". O Brasil chegou à disputa pelo bronze, mas acabou superado pela seleção dos Estados Unidos, que venceu o confronto por 99 a 59. Nas semifinais, as brasileiras foram eliminadas pela Austrália, enquanto as norte-americanas tropeçaram na Rússia.

"Os Estados Unidos fizeram uma grande partida porque vieram do jogo contra a Rússia e queriam provar que aquela era uma situação anormal", avalia Barbosa. "Esta é uma equipe que já é forte, com pivôs altas e que teve um grande aproveitamento. Aí, você se torna presa e é difícil de sair".

Sobre seu futuro na seleção, o treinador garante estar despreocupado. "Eu não tenho interesse nenhum em ficar em lugar nenhum. Minha preocupação é com a utilidade. Não quero entrar em festa pela porta dos fundos ou como penetra".

Para ele, a decisão deve passar por critérios técnicos. "A Confederação deve avaliar o trabalho e ver se convém que eu continue. Tenho a consciência muito tranqüila sobre o que foi realizado", analisa, usando a festa feita pela seleção francesa após a conquista do quinto lugar como um exemplo. "Na Europa, costumam premiar o quarto colocado".

Barbosa está no comando da seleção desde 1997. Neste meio tempo, a seleção conquistou a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Sydney-2000 e a quarta posição na edição de Atenas-2004, o Pré-olímpico de Culiacán-2003, os bronzes nos Pan-americanos de Caracas-83 e Santo Domingo-2003 e cinco títulos sul-americanos (1997, 99, 2001, 03 e 05). Em Mundiais, o Brasil foi quarto na Alemanha-98 e sétimo na China-2002.

Avaliando o histórico internacional brasileiro, o treinador acha que o resultado é positivo. "Nunca tivemos a supremacia no basquete como Estados Unidos ou Rússia". Às críticas feitas a seu trabalho, ele responde com sarcasmo. "Eu vou pela maioria. Três, quatro ou cinco me chamaram de burro (após a derrota para os EUA)… Isso vem da cultura do futebol. Se pagaram ingresso têm o direito. Quem não tem direito é quem não pagou".

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