Os cerca de 8.300 trabalhadores da fábrica da GM em São José dos Campos aprovaram em assembleia interromper as atividades por um dia para forçar a empresa a retomar as negociações salariais.
O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos informou que o protesto é uma “advertência” para que a empresa alcance um acordo com os trabalhadores antes de sexta-feira ou, caso contrário, entrarão em greve.
O sindicato pede um aumento de 14,65%, enquanto a proposta da empresa, segundo a organização operária, é de 4,7% e inclui apenas os que ganham menos de R$ 6 mil.
“A proposta da patronal é uma provocação. Após dois meses de negociações, as empresas só adiam. Querem reduzir os direitos e manter os salários congelados”, disse o presidente do sindicato, Vivaldo Moreira.
“O setor é o que mais se beneficiou das ajudas do Governo com a isenção de impostos, fez demissões, tem um altíssimo ritmo de trabalho, vendas recorde e, apesar de tudo, faz uma proposta indecente como essa”, denunciou Moreira.