Em entrevista à publicação Autosport, um funcionário da USF1 que pediu para não ser identificado revelou a bagunça da atual estrutura do time, um dos quatro escolhidos pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) para estrear na temporada 2010. De acordo com ele, os donos da equipe, Peter Windsor e Ken Anderson, mentiram quanto ao orçamento disponível e não há condições de se colocar um carro na pista na abertura do Mundial, em 14 de março.
Atraídos por boas ofertas de trabalho e por um susposto financiamento garantido até 2012, os funcionários desconfiaram em outubro que algo não ia bem na empresa. “O gerente de produção precisava de mais recursos, mas os diretores protelaram a decisão”, explicou a fonte anônima, dando detalhes das semanas seguintes. “O setor de design passou a não entregar os desenhos no ritmo que esperávamos. Então, ficou claro que estávamos enfrentando problemas”, destacou.
Para piorar a situação, em janeiro o salário atrasou em cinco dias, piorando o clima dentro da USF1. “A conclusão foi de que eles mentiram quando falaram em financiamento a longo prazo. De fato, a empresa tem um problema de fluxo de caixa”, avaliou.
Um cronograma mal feito e a centralização do trabalho nas mãos de Anderson, além da falta de comunicação entre os diferentes setores também contrubuíram para o fracasso. “Ele e Windsor (outro sócio) fizeram uma reunião no começo de fevereiro com os funcionários e perguntaram: “Quem aqui acha que nós não vamos para o Bahrein?”. Todo mundo levantou a mão e ele ficou visivelmente chocado”, destacou.
Segundo este funcionário da USF1, atualmente há apenas 60 funcionários trabalhando na fábrica em Charlotte.
Outro lado – Procurado pela Autosport, Anderson desmentiu a fonte. “Esta história é certamente distorcida e unilateral. Há também contradições. Não quero revidar questão a questão, pois todos têm direito à sua opinião. Alguns obstáculos não vão me fazer desistir”, assegurou.