Brasil

Fórum Econômico Mundial lança coalizão de combate ao racismo

O objetivo da iniciativa é erradicar o racismo em ambientes corporativos e definir novos padrões globais para a igualdade racial nos negócios

Sheyla Santos
Brasília, DF

O Fórum Econômico Mundial lança nesta segunda-feira (25) a coalizão “Partnering for Racial Justice in Business” (Parceria para Justiça Racial nos Negócios, em tradução livre), na qual 48 grandes empresas se comprometem a melhorar a justiça racial e étnica no ambiente de trabalho.

O objetivo da iniciativa é erradicar o racismo em ambientes corporativos e definir novos padrões globais para a igualdade racial nos negócios.

Entre as companhias signatárias estão gigantes como Google, LinkedIn, Facebook, Cisco Systems, Uber, Microsoft, PayPal, Coca-Cola, Pepsico, Nestlé, Mastercard, P&G, Unilever, Johnson & Johnson, PwC, Kaiser Permanente, AstraZeneca, EY, McKinsey & Company e BlackRock.

Não há nenhuma empresa brasileira entre as participantes.

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As companhias que compõem a coalizão empregam globalmente mais de 5,5 milhões de funcionários.

Os signatários da iniciativa se comprometeram a tomar atitudes práticas no dia a dia de suas corporações, como incluir justiça racial e étnica nas agendas de seus conselhos, tomar ao menos uma ação expressiva sobre o tema, além de definir uma estratégia a longo prazo para se tornar uma organização antirracista.

A coalizão do Fórum Econômico Mundial inclui também uma plataforma para que as organizações defendam coletivamente uma mudança inclusiva nas políticas empresariais.

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“Com apenas 1% das 500 maiores empresas lideradas por presidentes-executivos negros, a necessidade de combater a sub-representação racial nos negócios é urgente e óbvia. Para projetar ambientes de trabalho racialmente e etnicamente justos, as empresas devem enfrentar o racismo em um nível sistêmico, abordando não apenas a mecânica estrutural e social de suas próprias organizações, bem como o papel que desempenham em suas comunidades e na economia como um todo”, afirma a diretora do Fórum Econômico Mundial, Saadia Zahidi, em nota.

Para Michael Miebach, presidente da Mastercard, uma das signatárias da iniciativa, uma economia inclusiva depende da disposição de todos para enfrentar desigualdades antigas, como o racismo sistêmico.

“A reunião de grupos como esse cria um potencial para um impacto maior, acelerando nossa capacidade de aprender uns com os outros e entregar ações em grande escala”, disse em nota.

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“A iniciativa do fórum ajudará a fomentar a colaboração intersetorial e permitirá que a P&G e muitas empresas acelerem o progresso mais rápido do que qualquer um de nós poderia fazer sozinho. Temos orgulho de oferecer nosso apoio”, afirmou também em nota a diretora de Igualdade e Inclusão da P&G, Shelly McNamara.

As informações são da Folhapress






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