Os escândalos da última temporada da Fórmula 1, que envolveram denúncias de espionagem entre McLaren, Ferrari, Renault e Honda, não teriam arranhado a imagem da categoria como se imagina.
Pelo menos é o que acredita Max Mosley, presidente da FIA. Para o dirigente, independente das questões de segurança de informação, a troca de acusações entre as equipes pode até mesmo ter sido benéfica para a Fórmula 1, que voltou a ocupar as manchetes de jornais de forma nunca vista antes.
“Não acho que tudo isso tenha feito algum dano. De fato, a atenção do público aumentou”, disse Mosley, em entrevista à revista inglesa The Paddock. “Este é sempre o paradoxo: quando há uma grande questão, ela tende a ganhar atenção do público que não segue a Fórmula 1. Neste sentido, foi positivo”, completou o dirigente.
Mosley, porém, consertou seu discurso, garantindo que a Fórmula 1 não está interessada em maneiras apelativas de atrair público. “O que é muito importante é acreditar que a espionagem cessou e que vai continuar assim. Então, não faria mal nenhum”, disse. “A única ameaça seria o nosso público acreditar que isso é endêmico e que não poderíamos barrar o problema.”
O homem-forte da FIA ainda fez um balanço positivo da temporada, e garante ter ficado satisfeito com o título de Kimi Raikkonen. “Acho que, no fim das contas, o campeonato foi para a pessoa certa. Kimi venceu mais corridas que os outros dois”, analisou Mosley, lembrando que o finlandês venceu seis provas, contra quatro de Fernando Alonso e Lewis Hamilton.
As condições da última vitória de Raikkonen, no GP do Brasil, não foram esquecidas pelo dirigente. “O clímax foi tão extraordinário que algumas pessoas pensaram que nós tínhamos escrito o roteiro”, brincou.