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Brasil

Forças Armadas destroem pista clandestina de garimpeiros na Terra Yanomami

A ação, realizada em Roraima, utilizou 350 kg de explosivos e integra a Operação Catrimani II, que já causou prejuízos de R$ 664,9 milhões ao crime organizado.

Redação Jornal de Brasília

18/03/2026 17h31

Foto: Comando Conjunto Catrimani

Foto: Comando Conjunto Catrimani

As Forças Armadas intensificam as ações de repressão a crimes ambientais na Terra Indígena Yanomami, em Roraima. Nesta terça-feira (17), militares inutilizaram a pista de pouso clandestina Lobo D’Almada, localizada a 232 km de Boa Vista, utilizada por garimpeiros para atividades ilícitas. Na operação, foram empregados 350 kg de explosivos.

A pista, com aproximadamente 400 metros de comprimento, servia como ponto estratégico para a logística da mineração ilegal, permitindo a entrada de maquinários pesados, peças de reposição, combustíveis, mantimentos e o fluxo de pessoal envolvido na extração mineral ilícita.

O deslocamento de tropas e materiais até a área contou com o apoio de três aeronaves: o UH-15 Super Cougar, da Marinha do Brasil; o HM1 Pantera, do Exército; e o H-60 Black Hawk, da Força Aérea Brasileira.

A ação faz parte da Operação Catrimani II, prestes a completar dois anos, ativada em abril de 2024 pelo Ministério da Defesa, em articulação com a Casa de Governo em Roraima. A operação integra esforços de segurança pública, proteção ambiental, inteligência e fiscalização, com foco no combate ao garimpo ilegal na região. Cerca de 400 militares das três Forças são empregados, além de recursos fluviais, terrestres e aéreos.

Até 17 de março, a Operação Catrimani II realizou 975 ações de combate ao garimpo ilegal, resultando em prejuízo de R$ 664,9 milhões às organizações criminosas. Entre as apreensões estão 561 maquinários, 50 embarcações, 7 aeronaves, aproximadamente 19 mil litros de combustíveis, armamentos, drogas, cassiterita e mercúrio. Ao todo, 58 pessoas foram presas e 142 acampamentos destruídos.

A iniciativa faz parte do cronograma contínuo da força-tarefa do governo federal, visando manter a pressão sobre as rotas logísticas do garimpo e consolidar o controle territorial pelo Estado.

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