A temporada de 2007 da Fórmula 1 promete ser mais uma vez complicada para Giancarlo Fisichella. Depois de um bicampeonato da Renault no Mundial de construtores, o italiano herdou o posto de primeiro piloto da equipe francesa com a missão de manter os carros de Flavio Briatore no pelotão da frente da categoria.
Por enquanto, o começo não foi dois mais promissores. Quinto colocado no Grande Prêmio da Austrália deste domingo, o Físico admitiu que a corrida foi mais disputada do que era esperado pela Renault, que ainda precisa evoluir muito se quiser conquistar o tricampeonato entre os construtores.
“A prova se mostrou mais difícil do que esperávamos. Sabíamos que não estaríamos no mesmo ritmo dos líderes, mas esperávamos conquistar algum espaço. Agora, acho que percebemos que ainda há muito trabalho a ser feito”, afirmou Fisichella, que herdou a posição após o abandono do polonês Robert Kubica, com problemas no câmbio de sua BMW-Sauber.
Vencedor do GP da Austrália em 2005, o italiano garante que a Renault ainda pode crescer, mas admite que ficou assustado com a diferença entre sua equipe e as rivais Ferrari e McLaren. De acordo com o ex-companheiro de Fernando Alonso, mesmo a ligeira vantagem mostrada pela BMW precisa ser erradicada para a próxima etapa, na Malásia.
“Consegui o melhor que eu poderia conseguir do nosso equipamento, mas eu estava forçando muito desde o começo. O carro estava com uma boa dirigibilidade e muito confiável, mas as outras equipes na frente também”, explicou o italiano, que terminou a prova cinco posições à frente de seu companheiro, o finlandês Heikki Kovalainen.