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Brasil

Fiocruz homenageia cientistas cassados pela ditadura militar

Cerimônia marcou o Dia Nacional da Saúde e lembrou o Massacre de Manguinhos, com familiares de homenageados e de Herman Lent.

Redação Jornal de Brasília

05/08/2026 18h02

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Divulgação/ Acervo Fiocruz

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) concedeu nesta quarta-feira (5) o título de pesquisador emérito a nove cientistas da instituição que tiveram os direitos políticos cassados em 1970, durante a ditadura militar. A homenagem ocorreu no Dia Nacional da Saúde, celebrado em 5 de agosto, em cerimônia nas escadarias do Castelo Mourisco, na sede da fundação, no Rio de Janeiro.

O episódio ficou conhecido como Massacre de Manguinhos. Segundo a Fiocruz, os pesquisadores foram afastados por meio do Ato Institucional 5 (AI-5) e impedidos de exercer cargos em outras instituições públicas pelo AI-10. O retorno à fundação ocorreu em 1986, já no processo de redemocratização.

Os homenageados foram Augusto Cid de Mello Perissé, Tito Arcoverde de Albuquerque Cavalcanti, Haity Moussatché, Fernando Braga Ubatuba, Moacyr Vaz de Andrade, Hugo de Souza Lopes, Masao Goto, Sebastião José de Oliveira e Domingos Arthur Machado Filho. Também houve entrega simbólica do título aos herdeiros de Herman Lent, cassado em 1970, mas já pesquisador emérito da Fiocruz desde 2004.

O presidente da Fiocruz, Mario Moreira, afirmou que a homenagem busca preservar a memória do episódio e reafirmar valores como a defesa da ciência e da democracia. Ele destacou ainda a importância dos cientistas cassados para o desenvolvimento da instituição e da pesquisa em saúde no país.

A cerimônia também contou com homenagem à chanceler da Universidade Santa Úrsula, madre Maria de Fátima, cujo apoio permitiu que cientistas cassados, como Herman Lent, Domingos Arthur Machado Filho e Hugo de Souza Lopes, continuassem a lecionar.

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