Na manhã desta segunda-feira foi realizada a audiência entre Ferrari e Mike Coughlan, o projetista da McLaren acusado de trabalhar com Nigel Stepney, o engenheiro da escuderia italiana que sabotou sua equipe. No encontro, ocorrido na Suprema Corte da Inglaterra, ficou acertado que o time de Maranello ficará com a posse de dois discos de computador encontrados na casa de Coughlan e que contêm informações sigilosas da montadora.
Os discos foram encontrados na residência do acusado por auditores independentes. A Ferrari requisitou os mesmos e, sem a objeção do advogado de Coughlan, o juiz que cuida do caso autorizou que a equipe vermelha ficasse com os documentos.
Agora, a Ferrari levará as provas para a Itália, onde abrirá processo criminal contra Nigel Stepney, ex-engenheiro da equipe e acusado de sabotagem. O time foi autorizado pela Suprema Corte inglesa a utilizar todos os documentos necessários para que tal ação seja realizada.
Nesta quarta-feira pela manhã haverá nova audiência, desta vez com o testemunho de Coughlan, que foi intimado pela Corte a esclarecer até que ponto se envolveu na sabotagem da Ferrari. O advogado do réu, porém, quer o adiamento da sessão, pois não sabe até que ponto o depoimento do projetista pode ser incriminatório.
Os advogados da Ferrari, no entanto, afirmam que o testemunho do réu é de sumária importância para o andamento do processo, já que eles têm questões cruciais a serem levantadas.
Para os integrantes da equipe, ainda não está claro como Coughlan adquiriu os documentos sigilosos, recebidos por ele no fim de abril, segundo a McLaren. A Ferrari não está satisfeita com as explicações do time inglês quanto à origem nem quanto ao que foi feito com tais arquivos após o descobrimento do caso.
Além disso, a Ferrari quer uma ordem de busca e apreensão para um computador “na posse de terceiros”, que teria sido usado pelo projetista e que estaria no local de trabalho de Coughlan dentro da McLaren.