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Brasil

FastShop entra em acordo e pagará R$ 100 milhões após escândalo de ICMS

Ministério Público de SP pressiona e empresa varejista assume culpa em operação que movimentou mais de R$ 1,5 bilhão em créditos tributários

Redação Jornal de Brasília

15/09/2025 23h54

mpsp

Foto: Divulgação

A FastShop decidiu encerrar um dos capítulos mais delicados de sua história empresarial. Investigada por envolvimento em um esquema de desvio de créditos de ICMS, a companhia firmou acordo com o Ministério Público de São Paulo (MPSP) e se comprometeu a pagar R$ 100 milhões em multas, além de devolver valores obtidos de forma irregular. Com Informações da Agência Brasil

Bastidores da Operação Ícaro

O caso foi revelado pela Operação Ícaro, deflagrada em agosto, que apontou como auditores da Fazenda paulista facilitavam a liberação de créditos tributários em troca de pagamentos milionários. Para garantir o benefício, a FastShop teria desembolsado mais de R$ 422 milhões a uma empresa de fachada chamada Smart Tax. O retorno foi astronômico: aproximadamente R$ 1,5 bilhão em créditos de ICMS.

Durante a apuração, um diretor da varejista acabou preso, aumentando a pressão sobre a companhia e seus executivos. A fraude, segundo o MPSP, envolveu não apenas desvios de recursos, mas também a manipulação de um sistema que deveria servir a todos os contribuintes de maneira igualitária.

Novas regras internas

O acordo, além do peso financeiro, impõe mudanças drásticas na gestão da FastShop. Os sócios e diretores envolvidos prometeram implantar um rígido programa de compliance e rever práticas internas. O objetivo é tentar recuperar a credibilidade da empresa e assegurar a manutenção de milhares de empregos.

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