A McLaren comparecerá no próximo dia 26 a uma audiência da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) para responder a acusações de que teria tomado parte em práticas de espionagem contra a Ferrari. Mas para um dos delegados que estarão presentes no encontro, Joaquin Vergegay, a falta de provas concretas de atitudes ilícitas acabará inocentando a equipe inglesa.
“É muito difícil provar que a McLaren usou informações privilegiadas sabendo o que estavam fazendo”, disse Vegegay ao jornal esportivo espanhol As. “O que deve acontecer, espero que seja assim, é que não haverá sequer uma repreensão à equipe de Ron Dennis, pois é praticamente impossível provar qualquer coisa”, completou o delegado.
Tal crise começou quando a polícia britânica encontrou um dossiê de 780 páginas com informações privilegiadas a respeito da Ferrari em posse do chefe de design da McLaren, Mike Coughlan. Desde o primeiro momento o time inglês apressou-se em dizer que seu empregado agiu sozinho e que ninguém tinha conhecimento da existência de tais documentos. Na última semana, a equipe italiana chegou a um acordo com o engenheiro para que ele fornecesse uma confissão, dando em troca a promessa de não indiciá-lo em um tribunal da Itália.
Para Vergeday, o fato de o time de Maranello ter chegado a um acordo com Coughlan prova que eles acreditam que a McLaren não usou as informações colhidas por seu empregado para desenhar seu carro. Apesar disso, Vergeday esclarece que, se a equipe inglesa for considerada culpada de qualquer acusação, tanto ela quanto seus pilotos devem perder pontos no campeonato.
“O time e os pilotos podem perder pontos, pois estariam usando um carro copiado de outros. Mas se a Ferrari chegou a um acordo com Coughlan é porque eles acreditam que a McLaren não usou tais informações no carro”, concluiu o espanhol.