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Brasil

Falta de demarcação de território deixa mulheres em mais vulnerabilidade, explicam indígenas

Relatos de líderes no Acampamento Terra Livre expõem desafios de proteção e acesso a serviços para mulheres indígenas

Redação Jornal de Brasília

09/04/2026 19h29

indigena

Yaka Shanenawá, comunicadora indígena do Acre. Foto: Maria Eduarda Barros

Redação Jornal de Brasília/Agência UniCeub
*Por Isabel Villela

Mulheres indígenas presentes no Acampamento Terra Livre, em Brasília (DF), apresentaram, durante esta semana, denúncias de violações diariamente em suas comunidades. Elas explicam que, em terras não demarcadas, a vulnerabilidade é maior diante da presença de fazendeiros, garimpeiros e não-indígenas

“Um tipo de violência é mexer com a nossa terra e com o modo de vida das mulheres. Na minha aldeia, as famílias sobrevivem da mangaba”, afirma Maria Soares da Silva, moradora da Baía da Traição. 

“Estamos aqui em luta em busca do nosso direito, a gente tá aqui lutando até o fim. Queremos ajuda, a gente vai lutar pra gente ter voz”, protesta Yaka Shanenawá, comunicadora indígena do Acre. 

“Ninguém sabia nada na internet. Agora que a coisa vem acontecendo, o pessoal vai crescendo, os jovens vão podendo ajudar a gente”.

“A gente tem atendimento pela Casa da Mulher do Estado da Paraíba. Também tem a secretaria da mulher. Então, quando acontece alguma violência as mulheres ligam e a gente orienta elas a encontrarem as pessoas que ajudem”, acrescenta Maria Soares.

*Supervisão de Luiz Claudio Ferreira

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