Brasília, 05 – O diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton Aquino, disse que falhas de conformidade por parte de instituições financeiras afetam a estabilidade do sistema, sem mencionar nominalmente nenhum caso. Ele participou de um webinar promovido pela Associação de Bancos do Estado do Rio de Janeiro (Aberj) na segunda-feira, 1º de setembro.
“Eu vou me reservar o direito de não tratar de casos específicos em instituições financeiras, mas falhas de conformidade afetam a estabilidade financeira”, disse Aquino. “Bancos que não cumprem regulamentações podem causar instabilidade no sistema financeiro, e um sistema financeiro instável é um sistema financeiro que afeta a economia e a vida de todos.”
O diretor destacou que esse processo aumenta o risco sistêmico, especialmente quando instituições não têm uma conduta clara em relação à conformidade. “Isso gera consequências amplas de falhas que podem atingir não apenas os clientes do banco, mas também afetam a economia em geral”, ele disse, novamente se recusando a citar um exemplo específico.
PEC 65
Ailton Aquino voltou a defender a importância de aumentar os recursos para a autarquia e outros órgãos supervisores, como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a Superintendência de Seguros Privados (Susep).
“A gente está em um debate forte de aumento da autonomia, com a PEC 65”, disse Aquino, em um webinar promovido pela Associação de Bancos do Estado do Rio de Janeiro. “É importante ter inteligência humana, ter supervisores, seja Banco Central, Susep, CVM, Previc, bem aparelhadas e fazendo um bom trabalho para o País.”
Na avaliação do diretor, só ferramentas de inteligência artificial não são capazes de substituir a “inteligência humana” necessária para o trabalho dos supervisores.
Estadão Conteúdo