Naquela ocasião, a equipe também perdeu um jogo na primeira fase, para os EUA, mas se recuperou e teve forças para chegar à taça de forma incontestável. “Aconteceu isso também em 2002. Perdemos e não vimos a cor da bola. Mas pouco a pouco fomos lá e conseguimos nosso objetivo, que era ser campeão. Vai ser assim sempre”, lembrou o oposto Anderson.
O meio-de-rede André Helle, que entrou bem no final do quarto set para substituir Rodrigão, foi outro que destacou a reação de quatro anos atrás. “O campeonato é longo. Também perdemos um jogo em 2002. Amanhã (segunda-feira) vamos ter um dia para trabalhar. Não muda a nada, só aumenta nossa raiva”, brincou o jogador.
Além do Mundial de 2002, em outra situação o Brasil saiu atrás e se recuperou ao longo do torneio para chegar ao título. Aconteceu nos Jogos Olímpicos de Atenas-2004, quando a equipe também parou nos EUA na primeira fase. A única diferença é que, naquela ocasião, o Brasil já estava classificado para a fase seguinte.
Agora, porém, o peso da derrota é grande, já que os resultados são levados em conta na fase seguinte. Assim, se os favoritos mantiverem o ritmo, o Brasil deve passar ao próximo grupo atrás da própria França e da Bulgária, que segue invicta e se junta aos classificados de B. Justamente por isso, o técnico Bernardinho ainda viu pontos positivos na forma que a derrota veio neste domingo.
“Pelo menos perdemos por apenas dois pontos, o que é importante, pois o point average (divisão dos pontos conquistados pelos perdidos) servirá de critério de desempate. A classificação ficou mais difícil, mas temos de buscar as causas desta derrota e pensar para frente”, afirmou o treinador.