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Brasil

Ex-marido de PM morta nega tendências suicidas em depoimento

Policial Gisele Alves Santana, encontrada com tiro na cabeça, planejava se separar e manter boa relação com ex-companheiro, segundo depoimento.

Redação Jornal de Brasília

16/03/2026 13h31

Foto: Reprodução/Redes sociais

Foto: Reprodução/Redes sociais

O ex-companheiro da policial militar Gisele Alves Santana prestou depoimento à Polícia Civil na última sexta-feira, afirmando que ela não apresentava tendências suicidas.

De acordo com o advogado da família da vítima, José Miguel da Silva Junior, o depoente descreveu Gisele como alguém em processo de separação, que jamais o agrediu e que buscava alugar uma casa ou retornar à residência dos pais. Além disso, ele confirmou que a filha do casal tinha pavor de permanecer no apartamento com o tenente-coronel Geraldo Leite Neto, com quem Gisele morava.

Gisele foi encontrada morta com um tiro na cabeça em 18 de fevereiro, no apartamento compartilhado com Leite Neto, que reportou o caso às autoridades como suicídio. A policial mantinha boa relação com o ex-marido, conforme destacado pelo advogado.

Laudos necroscópicos do Instituto Médico Legal (IML) indicam lesões contundentes na face e na região cervical da vítima, compatíveis com pressão digital e escoriações causadas por unhas. O último laudo, datado de 7 de março, foi emitido após a exumação do corpo. Já o laudo de 19 de fevereiro, um dia após a morte, já mencionava essas lesões na face e no pescoço à direita.

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