Pivô da crise de sabotagem que assola a Ferrari desde o último mês, Nigel Stepney revelou, em entrevista ao jornal The Sunday Times, que está sendo seguido por carros dirigidos por desconhecidos. De acordo com o britânico, este foi o principal fator que o forçou a deixar a Itália, onde morou durante o tempo que foi engenheiro da equipe de Maranello.
Stepney foi acusado pela Ferrari de ter sabotado o tanque de combustíveis dos carros de Felipe Massa e Kimi Raikkonen pouco antes do Grande Prêmio de Mônaco, no fim do último mês de maio. Coincidência ou não, foi a partir desta corrida que a equipe de Maranello começou a perder terreno na briga pelas primeiras posições com a McLaren. Assim que o britânico voltou de férias, seus empregadores se apressaram em demití-lo e processá-lo.
Agora, o ex-engenheiro ferrarista revela que foi perseguido, embora não saiba ainda se os carros o seguiam a mando da equipe italiana. “Houve perseguições em alta velocidade”, disse Stepney. “Fomos seguidos por mais de um carro, com placas italianas, e quando ficamos lado a lado com um deles, o homem que o ocupava se recusou a falar”, completou o engenheiro, que não acredita que isto seja fruto do assédio da mídia. “Não acredito que eram jornalistas. Alguém ia acabar se machucando. Não tive outra opção senão deixar a Itália”, explicou.
A advogada de Stepney, Sonia Bartolini, afirmou que haverá uma investigação a respeito deste caso, que pode comprometer a Ferrari caso seja comprovado que esta tomou parte nas perseguições. “Obviamente, se cofirmarmos que a Ferrari está por trás disso, seria algo muito sério. Se assim for, os responsáveis de Maranello teriam que responder diante dos tribunais”, disse a italiana ao jornal La Repubblica.