Após disputar cinco edições dos Jogos e conquistar três medalhas olímpicas, Fofão resolveu se aposentar da seleção brasileira. Com a posição de levantadora sem dona, Dani Lins e Ana Tiemi brigam para suceder a veterana. Convocadas pelo técnico José Roberto Guimarães para o Montreux Volley Masters, as duas costumavam jogar como atacantes.
“Comecei como levantadora, mas nem sei o motivo. Fazia de tudo para atacar, mas não era boa atacante”, admite Dani Lins, campeã da Superliga com a camisa do Rexona-Ades na última temporada e apontada pela própria Fofão como favorita para se firmar na seleção brasileira.
Derrotada pela atual companheira na final da Superliga, Ana Tiemi também já deu suas cortadas. “Mas aos poucos fui ficando para trás das outras atacantes. Como sempre recebi elogios pelos meus toques, virei levantadora”, explica a jogadora que defendia o Finasa/Osasco.
Fofão foi a maior inspiração para a descendente de japoneses e italianos nascida no Mato Groso do Sul. “Quando fui jogar no Minas, em 2002, a Fofão jogava no time adulto, e admirava o seu jogo. Queria ter tido a oportunidade de estar na seleção brasileira com ela”, conta Ana Tiemi.
O Montreux Volley Masters será realizado na Suíça entre os dias 9 e 14 de junho. O grupo de 14 jogadoras já iniciou os trabalhos em Saquarema. Mais experiente que sua concorrente, Dani Lins estava presente no bicampeonato do torneio conquistado pela seleção nas temporadas de 2005 e 2006.
“Seleção brasileira é totalmente diferente de clube. A experiência conta, mas ainda não tem nada certo. Temos que nos esforçar ao máximo nos treinos e pensar passo a passo. É um início de um ciclo olímpico enorme, e o trabalho será grande”, diz Dani Lins, que sempre se inspirou nas atacantes no início da carreira, no Sport-PE.
Enquanto Dani Lins é titular absoluta do técnico Bernardinho no Rexona-Ades, Ana Tiemi, 21 anos, é reserva da campeã olímpica Carol Albuquerque no time de Osasco. A convocação do técnico José Roberto Guimarães foi uma surpresa para a atleta, já que ela jogou pouco na Superliga.
“A Dani está na minha frente, assim como outras levantadoras. Mas como o Zé Roberto quer renovar o grupo, me chamou. Para mim, o desafio é muito maior, principalmente, porque não tenho experiência na seleção adulta, apesar de já ter disputado seis edições da Superliga”, admite Tiemi.
Companheira da levantadora em Osasco, Camila Brait é maus uma estreante na equipe principal. Com a regra que permite a substituição do líbero, Fabi ganhou a companhia da jovem. “Esta mudança na regra vai dar uma oportunidade para todas as líberos, e jogar ao lado das campeãs olímpicas é muito importante”, afirma a atleta.
Além da levantadora Dani Lins, a ponteira Regiane, campeã da Superliga pelo Rexona-Ades (RJ), e a oposto Natália, vice-campeã pelo Finasa/Osasco, também estão de volta à seleção. A briga pela posição com Mari e Sassá não é uma preocupação para a atleta do time carioca.
“Estou aqui para ajudar a seleção estando na reserva ou no time titular. Fui pega de surpresa com a convocação. Achava que outras atletas que se destacaram na Superliga teriam mais chances. Este é um caminho que se abre e estou de volta com um pouco mais de experiência. Fico feliz de estar novamente na seleção brasileira”, disse Regiane.
Aos 20 anos, completados no mês passado, Natália é hoje a mais jovem da equipe brasileira. Mas já tem a experiência de ter participado da Montreux. Além disso, é um curinga para Zé Roberto, pois atua como oposto ou como ponteira. “Pode ser em qualquer posição. O importante é vestir a camisa do Brasil”, finaliza a caçula.