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Brasil

Estudo diz que metade dos municípios não tem rede de água e esgoto no Brasil

Arquivo Geral

19/10/2011 15h03

Aproximadamente metade dos 5.564 municípios brasileiros não dispõem de redes de águas e esgoto, aponta estudo divulgado nesta quarta-feira pelo Governo.

 

Elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a pesquisa mostra que somente 3.069 municípios, o equivalente a 55,2% do total, possuem redes de águas e esgoto encanado, enquanto os 2.495 restantes (44,8%) não contam com essa estrutura fundamental.

 

O IBGE detalha nesta quarta o mapa das condições de saneamento com base em dados de 2008. O estudo aponta que os municípios com menos de 50 mil habitantes são os que apresentam situação mais precária.

 

Se o percentual de 55,2% das localidades com redes de água e esgoto assusta, o número recua para 29% quando se avalia o número de municípios que dispõe de sistemas de tratamento para os resíduos líquidos canalizados.

 

Pelo estudo, menos da metade dos domicílios brasileiros possuem acesso à rede de água e esgoto. Apesar de não ser considerado bom, o índice de 45,7% representa uma melhoria na comparação com a análise feita em 2002, que apontava média de 33,5%.

 

O IBGE destaca que apesar dos avanços experimentados no período, a canalização de água e esgoto ainda aparece um grande desafio para os serviços municipais.

 

A gestão dos resíduos urbanos sólidos é o serviço que apresenta maior cobertura, já que alcança 5.562 municípios, quase a totalidade. Já o fornecimento de água está presente em 5.531 municípios, número que representa 94% da cobertura total.

 

“O país caminha para atingir uma cobertura próxima à universalização dos serviços de manejo de resíduos sólidos e de águas pluviais, seguido do serviço de abastecimento de água que atinge uma cobertura superior a 94% dos municípios brasileiros”, ressalta o IBGE em comunicado.

 

Por regiões geográficas, o instituto reconhece melhorias nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal e em algumas regiões do centro e do Amazonas. No entanto, a entidade percebe “um vazio de avanços e, inclusive, a inexistência de rede de água e esgoto sanitário em regiões do Norte e Nordeste”, as áreas mais pobres do país.

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