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Brasil

Estudo: 55 defensores de direitos humanos foram mortos em 2 anos no Brasil

Levantamento apontou um ataque a cada 36 horas

Agência UniCeub

14/08/2025 13h36

arma

Foto: Arquivo/Agência Brasil

Por Mateus Péres
Agência de Notícias do CEUB

Ao menos 55 defensores de direitos humanos foram assassinados no Brasil entre 2023 e 2024, aponta estudo da Justiça Global e Terra de Direitos. No período, foram registrados 486 casos de violência, incluindo 96 atentados, 175 ameaças e 120 episódios de criminalização.

Mesmo com queda no número absoluto em 2024, a frequência segue crítica: um ataque a cada 36 horas. Essas agressões concentram-se principalmente contra quem atua em defesa ambiental e territorial, responsáveis por 80,9% dos casos de violência e 87% dos assassinatos.

Gênero e raça

O estudo também destaca que a maioria das vítimas eram homens cisgêneros (78%), com 36,4% negras, 34,5% indígenas, e que 12 mulheres defensoras foram mortas, entre elas duas mulheres trans. 

A pesquisa aponta que policiais militares foram acusados em 45 casos, inclusive em pelo menos cinco homicídios. Armas de fogo estiveram presentes em 78,2% dos incidentes.

Supervisão de Luiz Claudio Ferreira

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