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Brasil

Estudantes ocupam Secretaria de Educação de SP por mais investimentos

Manifestantes foram retirados à força pela PM com uso de spray de pimenta, após reivindicações por recomposição orçamentária e contra escolas cívico-militares.

Redação Jornal de Brasília

26/03/2026 15h27

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Sede da Secretaria Estadual de Educação de SP. Foto: Divulgação

Estudantes secundaristas ocuparam na tarde de quarta-feira (25) a sede da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo, na Praça da República, no centro da capital, em protesto contra cortes no orçamento educacional e pela implementação de escolas cívico-militares.

A mobilização foi organizada pela União Paulista dos Estudantes Secundaristas (UPES), com apoio da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE-SP). Os manifestantes transmitiram o protesto ao vivo pelas redes sociais das entidades.

Durante a live, Julia Monteiro, presidenta da UPES, afirmou: ‘Estamos aqui hoje ocupando a secretaria e lutando por melhores condições de ensino’. Após a desocupação, ela criticou a ação policial como ‘extrema violência e brutalidade’, defendendo o diálogo e repudiando o autoritarismo.

As reivindicações incluem a recomposição orçamentária, pois o movimento alega que desde 2024 o percentual mínimo obrigatório de investimento na educação foi reduzido, resultando em uma retirada de cerca de R$ 11,3 bilhões do orçamento estadual. Os estudantes também pedem o fim das escolas cívico-militares, a retomada do ensino noturno, o combate à ‘plataformização’ do ensino e uma reorganização escolar que respeite as realidades das comunidades, além de uma reunião com o secretário Renato Feder.

A Polícia Militar foi acionada na noite de quarta-feira para atender uma ocorrência de invasão a prédio público, com 21 pessoas no local, incluindo adultos e menores de idade. Após tentativas de negociação sem sucesso, na madrugada de quinta-feira (26), os policiais realizaram a retirada dos manifestantes com uso de spray de pimenta. Os envolvidos foram conduzidos ao 2º Distrito Policial, em Bom Retiro, onde foram ouvidos e liberados. Segundo a PM, ninguém ficou ferido.

A Secretaria de Educação afirmou estar comprometida com o diálogo e que, desde o dia 19, o secretário Renato Feder aguardava representantes da UPES para uma reunião agendada, cancelada pelo grupo. Uma nova audiência foi marcada para sexta-feira (27), mas os estudantes optaram pela invasão. Sobre as escolas cívico-militares, a pasta destacou que representam 100 unidades em um total de mais de 5,3 mil escolas da rede estadual, implantadas a partir de consultas públicas com comunidades. Além disso, informou sobre um investimento recorde de R$ 3,1 bilhões em 6.764 obras de infraestrutura entre 2023 e 2026, superando em 3,7 vezes o da gestão anterior.

*Com informações da Agência Brasil

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