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Brasil

Estudante premiada desenvolve filtro sustentável contra poluição na farinha de mandioca

Beatriz Vitória da Silva, de 18 anos, conquistou o segundo lugar no Prêmio Jovem Cientista com o projeto FiltroPinha, que reduz a toxicidade de resíduos em comunidade quilombola pernambucana.

Redação Jornal de Brasília

27/02/2026 16h58

Foto: ASCOM/MCTI

Foto: ASCOM/MCTI

Beatriz Vitória da Silva, de 18 anos, estudante da Escola Técnica Estadual Professor Paulo Freire, em Pernambuco, conquistou o segundo lugar na categoria Ensino Médio do Prêmio Jovem Cientista. O projeto, desenvolvido em parceria com colegas e orientação do IF Sertão-PE, propõe uma solução sustentável para reduzir a poluição causada pela manipueira, resíduo líquido gerado na produção de farinha de mandioca na comunidade quilombola de Carnaíba (PE).

O FiltroPinha, criado a partir de cascas da fruta-pinha, é um sistema de baixo custo que diminui a toxicidade do resíduo descartado nas casas de farinha. “O FiltroPinha foi desenvolvido por um grupo de quatro estudantes, dois de nós do próprio quilombo. Foi muito gratificante perceber que a gente podia criar uma solução para ajudar a nossa comunidade”, afirmou Beatriz. Para ela, o prêmio reforça que a ciência pode dialogar com a realidade local e nascer do simples.

A edição do prêmio, cujo tema foi Resposta às Mudanças Climáticas: Ciência, Tecnologia e Inovação como Aliadas, incentivou soluções para enfrentar desafios ambientais. Durante a cerimônia, a secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Andréa Latgé, destacou o caráter transformador das iniciativas. “Vocês são liderança. Quem alcança esse prêmio se torna referência para os colegas e para a comunidade”, disse. Ela também enfatizou a importância de aproximar ciência e políticas públicas para ampliar o acesso à educação científica.

O presidente do CNPq, Ricardo Galvão, ressaltou o papel do prêmio na revelação de talentos e no fortalecimento da autoestima científica. “Esse reconhecimento é impulsionador das carreiras científicas”, afirmou. Na premiação de 2025, dez jovens e duas instituições foram reconhecidos.

Na categoria Mestre e Doutor, os vencedores foram: 1º lugar, Elizângela Aparecida dos Santos (UFVJM – MG); 2º lugar, Luíz Fernando Esser (UEM – PR); 3º lugar, Tauany Aparecida da Silva Santa Rosa Rodrigues (UFRJ – RJ). Na categoria Estudante do Ensino Superior: 1º lugar, Manuelle Da Costa Pereira (IF Amapá); 2º lugar, Isac Diógenes Bezerra (IFCE); 3º lugar, Anna Giullia Toledo Hosken (Faculdade de Medicina de Petrópolis – RJ). No Ensino Médio: 1º lugar, Raul Victor Magalhães Souza (CE); 2º lugar, Beatriz Vitória da Silva (PE); 3º lugar, Gabriel da Silva Santos (PE).

O Prêmio Jovem Cientista, iniciativa do CNPq e MCTI em parceria com a Fundação Roberto Marinho, Editora Globo, Canal Futura e patrocínio da Shell, anuncia sua 32ª edição com o tema Inteligência Artificial para o Bem Comum. A premiação busca projetos que explorem o uso responsável da IA para melhorar a qualidade de vida e fortalecer políticas públicas. Informações estão disponíveis no site do Prêmio Jovem Cientista.

Com informações do Governo Federal

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