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Brasil

Estreante na seleção, Felipe espera agarrar a chance

Arquivo Geral

04/07/2006 0h00

Aos 26 anos, o ala Felipe Ribeiro é um estreante sênior na seleção brasileira masculina de basquete. Jogando profissionalmente há apenas três anos, ele foi peça fundamental na campanha do Bandeirantes/Rio Claro nos campeonatos Paulista e Nacional e recebeu como prêmio sua primeira convocação para vestir a camisa brasileira.

“Estou muito contente por esta convocação”, diz o jogador, que quer aproveitar os treinos, que começaram ontem em São Paulo, para aprender com os companheiros. Curiosamente, os mestres são, em sua maioria mais jovens que Felipe. Apenas o pivô Estevam, de 27 anos, é mais velho.

Formado em turismo e hotelaria e com pós-graduação em gestão empresarial, ele fez o caminho inverso da maior parte dos atletas, que acaba atrasando o calendário educacional para se desenvolver no esporte. Mas nada disso abala a animação do ala, que afirma não sentir dificuldades para se adaptar à seleção nem sente que possa ter o futuro comprometido pelo tempo que perdeu longe das quadras.

“Deus traça direitinho todos os caminhos”, diz tranqüilo. “Sempre joguei basquete, mas apenas em 2003 comecei em clubes. Os técnicos me dão muitos toques e acho que minha maturidade pode me ajudar tanto no lado da quadra quanto com os outros jogadores”.

O começo da carreira foi quase por acaso. Fez um teste para entrar na equipe universitária da Unip e acabou sendo aconselhado a tentar a sorte no Espéria, que procurava atletas para sua equipe adulta. De lá, seguiu para o Bauru, então comandado pelo técnico Guerrinha. Na temporada seguinte, foi tetracampeão paulista com o COC/Ribeirão, de Aluísio Ferreira, o Lula. Na última temporada, voltou à supervisão de Guerrinha, desta vez em Rio Claro.

E na hora de elaborar a lista de atletas que vão se preparar para o Sul-americano na Venezuela, a dupla de treinadores não teve muita dúvida para dar ao ala uma oportunidade. “Ele foi importantíssimo para a campanha do Rio Claro”, ressalta o técnico da seleção, Lula, que não se preocupa nem mesmo com o início tardio na modalidade.

“Ele vai conviver com uma dificuldade que é repor aquilo que os outros tiveram antes”, reconhece. “É como falar uma língua sem ter a gramática. Mas ele vai porque tem o feeling do basquete. Se tivesse começado com 12 anos, ele estaria em outro estágio”, garante o treinador, acostumado a detectar e trabalhar com jovens talentos.

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