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Estados adotam estratégias diferentes de vacinação de crianças de 5 a 11 anos; veja

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou a aplicação do imunizante em 16 de dezembro

Por FolhaPress 13/01/2022 7h57
Foto: Frederic J. Brown/ AFP

Raquel Lopes
Brasília, DF


Estados e Distrito Federal começam a se organizar para a chegada de doses da vacina da Pfizer contra a Covid-19 para crianças de 5 a 11 anos. Apesar de recomendações do Ministério da Saúde, são adotadas estratégias diferentes de aplicação.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou a aplicação do imunizante em 16 de dezembro. A vacinação do público infantil foi incorporada ao Plano Nacional de Operacionalização em 5 de janeiro.

A pasta recomenda que a imunização comece por crianças com comorbidade, deficiência permanente, indígenas e quilombolas. Os quatro grupos são norteados por dispositivos legais.

Em seguida, devem vir as crianças que vivem em lar com pessoas com alto risco da evolução grave da Covid. Na sequência, haverá um escalonamento por faixa etária, começando pelos mais velhos.

O próprio ministério diz em nota técnica que a vacinação deve começar pelos grupos amparados pela lei.

Em relação ao restante, compete a cada ente a melhor estratégia local, “resguardando os princípios de equidade, universalidade de acesso aos serviços de saúde” —ou seja, há autonomia de estados e municípios para adotar estratégias diversas.

Oito unidades da federação afirmam que irão seguir as diretrizes do Ministério da Saúde: Amapá, Amazonas, Distrito Federal, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Piauí e Tocantins.

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Tatyana Amorim, diretora-presidente da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas Dra. Rosemary Costa Pinto, afirma que a vacinação foi planejada para atender o público pediátrico, que, apesar de não ser o que mais desenvolve doença grave quando infectado, ainda se configura como vulnerável para internações e óbitos.

“A vacinação não é obrigatória, mas é um ato de amor. Muitas pessoas perderam crianças para a Covid-19 desde o início da pandemia, e a vacinação objetiva a redução de óbitos e de internação pela infecção”, afirmou, em nota.

A maioria dos estados irá seguir em parte as recomendações do ministério. Alguns, por exemplo, não pretendem colocar crianças que moram com pessoas com risco grave de Covid em grupo prioritário. Já outros só irão trabalhar com a imunização por faixa etária.

Segundo a Secretaria de Saúde de Goiás, por meio de nota, a vacinação se dará somente por ordem decrescente de idade, ou seja, iniciando com as crianças de 11 anos e sendo, gradativamente, reduzida.

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“A pasta entende que é a forma mais simples de ser entendida pela população e executada pelos municípios. É também mais eficiente, sem necessidade de laudos médicos que comprovem, por exemplo, uma comorbidade”, afirmou.

Os estados também planejam os locais para vacinar as crianças. O governo de São Paulo disse, em nota, que ao menos 268 escolas de nove municípios do estado estão disponíveis para servir de postos para vacinação de alunos.

Em São Paulo, a partir da chegada das doses, a vacinação se iniciará com crianças com comorbidades. Para comprovar a condição, elas precisarão apresentar exames, receitas, relatório médico ou prescrição médica.

O Ministério da Saúde espera receber 4,3 milhões de doses até o fim de janeiro. As unidades serão distribuídas de forma proporcional para estados e Distrito Federal, responsáveis pela aplicação do imunizante.

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O primeiro voo com as vacinas da Pfizer tem previsão de chegar ao Brasil na madrugada desta quinta-feira (13).

Somente a vacina da Pfizer está liberada para ser aplicada em crianças. O pedido do Instituto Butantan para a liberação da vacina Coronavac no público de 3 a 17 anos está em análise na Anvisa.

ENTENDA COMO CADA UNIDADE DA FEDERAÇÃO SE ORGANIZA PARA A VACINAÇÃO INFANTIL

Ordem de vacinação recomendada pelo Ministério da Saúde

  • Crianças com comorbidades e crianças com deficiências permanentes
  • Indígenas e quilombolas
  • Crianças que vivem em lar com pessoas com alto risco da evolução grave da Covid
  • Crianças sem comorbidade na seguinte ordem: crianças entre 10 e 11 anos; entre 8 e 9 anos; 6 e 7 anos; e com 5 anos de idade

Estratégias adotadas por cada estado e no DF

Acre
A Secretaria de Saúde disse apenas que está montado estratégias com base no quantitativo de doses a serem enviadas pelo Ministério da Saúde

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Amapá
A vacinação será escalonada por grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde

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Amazonas
Seguirá a ordem de grupos prioritários definida pelo Ministério da Saúde

Bahia
A Secretaria de Saúde informou que cabe aos municípios definir a logística para a aplicação dos imunizantes

Ceará
A vacinação se dará por ordem decrescente de idade, ou seja, iniciando com as crianças de 11 anos e sendo, gradativamente, reduzida. As crianças devem estar acompanhados por pais ou responsáveis

Distrito Federal
A Secretaria de Saúde disse que segue as orientações do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde

Espírito Santo
A previsão é que a vacinação seja iniciada a partir do próximo dia 15, priorizando crianças com comorbidades

Goiás
A vacinação se dará por ordem decrescente de idade, ou seja, iniciando com as crianças de 11 anos e sendo, gradativamente, reduzida

Maranhão
A vacinação seguirá a escala de grupos prioritários indicada pelo Ministério da Saúde

Mato Grosso
A Secretaria de Saúde disse que os municípios são os responsáveis pela aplicação da vacina e pelo desenvolvimento das estratégias para alcançar o público-alvo

Mato Grosso do Sul
Serão seguidas as recomendações do Ministério da Saúde para os grupos prioritários

Minas Gerais
Serão vacinados primeiramente crianças com comorbidade ou deficiência permanente, quilombolas e indígenas. Em seguida, a vacinação acontecerá em ordem decrescente de idade. Deverá ser exigido um documento de identificação oficial da criança

Pará
A Secretaria de Saúde informou que é responsável pela distribuição das doses, mas a execução da vacinação é de responsabilidade dos municípios

Paraíba
A campanha será escalonada seguindo os grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde

Paraná
A Secretaria de Saúde disse que a estratégia de vacinação cabe ao município

Pernambuco
A vacinação começará com crianças com doença neurológica crônica, com distúrbios do desenvolvimento neurológico —priorizando neste momento meninas e meninos com síndrome de down e autismo— e indígenas

Piauí
Será empregada a escala de grupos prioritários definida pelo Ministério da Saúde

Rio de Janeiro
A Secretaria de Saúde informou que a vacinação deverá preferencialmente ser realizada seguindo a ordem decrescente dos mais velhos para os mais novos, ou seja, começando com 11 anos até chegar aos 5

Rio Grande do Norte
A Secretaria de Saúde irá priorizar crianças de 5 a 11 anos com comorbidades ou deficiência. Entretanto, não será negado o atendimento para as demais crianças caso haja procura. Os municípios devem montar a estratégia conforme a realidade local

Rio Grande do Sul
A vacinação começará por crianças com comorbidades. Em seguida, serão as crianças sem comorbidades por ordem descrente de idade. A Secretaria de Saúde informou que crianças indígenas e quilombolas serão vacinadas conforme orientação futura do Ministério da Saúde

Rondônia
A Secretaria de Saúde disse que a vacinação será realizada em ordem decrescente, ou seja, primeiro as crianças de 11 e 10 anos e assim consecutivamente até alcançar as de cinco anos

Roraima
O estado diz que vai seguir a orientação do Ministério da Saúde de vacinar inicialmente crianças que têm comorbidade ou deficiência permanente, bem como os indígenas e quilombolas

Santa Catarina
A Secretaria de Saúde informou que a vacinação deve ser escalonada, por faixa etária, com prioridade para indígenas, quilombolas e crianças com comorbidades

São Paulo
A vacinação será iniciada pelas crianças com comorbidades. Para comprovar a condição, elas precisarão apresentar exames, receitas, relatório médico ou prescrição médica

Tocantins
A Secretaria de Saúde informou que segue as recomendações do Ministério da Saúde

Alagoas e Sergipe não responderam








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