A agressão sofrida pela advogada brasileira Paula Oliveira por três homens na Suíça foi um ato isolado de gangue xenófoba, abortion mas a violência contra brasileiros no exterior pode aumentar. O alerta foi feito nesta quinta-feira, cheap 12, pelo diretor do Instituto de Relações Internacionais (Irel) da Universidade de Brasília, Eiiti Sato.
“A crise econômica tende a reforçar esses grupos marginais. Acredito que os atos de violência contra estrangeiros podem aumentar caso o desemprego se agrave nesses países”, afirmou Sato.
O diretor comparou a atual situação do mundo com o cenário que propiciou o surgimento do nazismo, na década de 1920. “É preciso ponderar o contexto histórico mundial, que é diferente. Mas, assim como agora, na época a Alemanha passava por sua maior crise econômica”, lembrou.
Para o professor Antônio Jorge Ramalho, do Irel, a crise acentua o ódio, mas a discriminação contra imigrantes já existe. “Os criminosos que torturaram a brasileira falam em nome de uma grande parcela da população. Infelizmente, não são poucas as pessoas que pensam dessa maneira, hoje, na França, na Alemanha, na Suíça”, disse.
“Provavelmente, ao ouvirem a advogada falar português, imaginaram que ela era uma imigrante ilegal, alguém que estava roubando emprego dos suíços”, disse Jorge Ramalho.
Na avaliação dos dois professores, o governo brasileiro está agindo de forma correta ao colocar o consulado brasileiro naquele país para acompanhar de perto a condução do processo legal. “Atos de gangues neonazistas são crimes relativamente comuns, poderiam ter ocorrido em qualquer outro local do mundo. As autoridades suíças precisam punir os culpados”, afirmou Sato.
ESTILETE – A advogada Paula Oliveira, 26 anos, foi agredida por três homens na última segunda-feira, 9 de fevereiro. O grupo a abordou em uma parada de ônibus de uma cidade próxima à Zurique, capital da Suíça. A brasileira foi espancada e teve o corpo marcado por cortes de estilete.
Os desenhos traduziam a sigla SVP, de um partido político nacionalista. Segundo relatos da jovem, os agressores tinham a cabeça raspada, modelo adotado pelos skinheads. Com o ataque, Paula sofreu um aborto dos gêmeos que esperava.