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Brasil

Escolas públicas têm 50 minutos de aulas a menos por dia do que as particulares

Arquivo Geral

17/09/2006 0h00

A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) selecionará 10 candidatos com graduação e pós-graduação para o seu cadastro-reserva. Todas as vagas são para Brasília. Os interessados podem se inscrever até o dia 3 de outubro.

A agência atua como serviço social autônomo com o objetivo de promover a execução de políticas de desenvolvimento industrial, side effects capsule especialmente as que contribuam para a geração de emprego e renda, em consonância com as políticas de comércio exterior e de ciência e tecnologia.

A seleção será por meio de processo seletivo simplificado. Os selecionados serão contratados sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para o quadro da agência.

As oportunidades para o cargo de analista são para profissionais graduados em secretariado executivo, ciências humanas, relações internacionais, direito, economia ou áreas correlatas. A remuneração é de R$ 2.511,11. O cargo de consultor exige pós-graduação em economia, engenharia ou administração e paga salários de R$ 5.231,49.

Pós-graduados em informática, engenharia elétrica ou análise de sistemas, comunicação social, jornalismo, relações públicas ou publicidade e propaganda, economia ou administração receberão salários de R$ 6.591,67.

Pós-graduados nas engenharias elétrica, eletrônica, mecatrônica, biomédica e/ou de sistemas terão vencimentos de R$ 8.161,12. Todos os cargos concorrerão somente a uma vaga, cada.

O processo seletivo será dividido em três etapas. A primeira já ocorrerá no processo de inscrição, quando devem enviar documentos que comprovem os pré-requisitos exigidos. Os que as atenderem realizarão provas de conhecimentos gerais e específicos, e por fim a análise classificatória de títulos.

Diferente de outros processos, a inscrição só pode ser feita por via postal, com envio de carta registrada com Aviso de Recebimento ou Sedex para Labor – SRTVS, Conjunto L, Lote 38, Loja 12, Ed. Assis Chateaubriand, Brasília-DF, 70.340-906. Devem ser enviados a ficha de inscrição, currículo e cópia dos documentos exigidos. Não há taxa de inscrição.
Não foi definida uma data para a aplicação das provas. A previsão, segundo a Labor, é que o processo seja concluído até o fim deste ano. Informações nos sites www.grupolabor.com e www.abdi.com.br

Saiba mais
Analista secretária: 1 vaga
Licitações e contratos: 1 vaga
Analista de processos: 1 vaga
Internacional: 1 vaga
Consultor economista: 1 vaga
Programas estratégicos: 1 vaga
Consultor de TI: 1 vaga
Consultor de relações institucionais: 1 vaga
Consultor de coordenação técnica: 1 vaga
Consultor de desenvolvimento setorial e tecnológico: 1 vaga

 

As escolas públicas brasileiras de ensino médio oferecem, website like this em média, help cerca de 50 minutos a menos de aulas por dia do que as escolas particulares. Segundo dados de 2005 do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), and a média diária de horas de aula em estabelecimentos particulares é de 5,1 horas, enquanto, nas unidades públicas, o tempo é de 4,3 horas. 

A maior distorção é na Região Norte, onde a diferença de permanência na sala de aula entre os dois tipos de alunos chega a uma hora. Na Região Sul, a diferença cai para meia hora. Para a especialista em infância e juventude da Faculdade de Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) Miriam Paura, a defasagem causa grande  prejuízo aos alunos da rede pública. 

“Se a rede pública está mais defasada que a particular, evidentemente, isso traz prejuízo, não só quantitativamente, mas também qualitativamente, porque deixa o estudante sem receber todo conhecimento e formação devida. Não porque aquele X de horas por dia foi deixado de oferecer, mas, se tomarmos isso durante um período maior, ou seja, um mês ou um ano, vai fazer falta”, diz a especialista.

Considerando os 200 dias letivos exigidos pela legislação educacional, em um ano, as escolas públicas teriam, em média, 160 horas a menos do que as escolas particulares. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) prevê um mínimo de 800 horas de aula por ano, o que significa quatro horas de aula por dia.

Mesmo com as duas redes de ensino cumprindo a exigência da LDB, o presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), Edson Nunes, considera insuficientes as 5,1 horas das escolas particulares e as 4,3 horas da rede pública.

“Seria necessário começar a discutir, de fato, um ensino médio com extensão mais longa. As escolas de elite mesmo estão fazendo regimes que vão das oito horas da manhã até as três da tarde, muitas vezes. É quase um regime de dedicação integral”, destaca Nunes.

No ensino fundamental, a diferença entre a carga horária de escolas públicas e particulares é menor do que no ensino médio. Enquanto a rede particular oferece, em média, 4,5 horas de aulas, a rede pública oferece 4,3 horas. Na Região Sudeste, os dois tipos de escolas chegam a ter as mesmas 4,7 horas.

 

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