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Brasil

Escolas ampliam debate sobre telas, saúde mental e IA

Pesquisa TIC Educação 2025 mostra avanço das discussões sobre uso de tecnologias digitais e indica maior adoção pedagógica do celular e da inteligência artificial nas escolas.

Redação Jornal de Brasília

04/08/2026 12h43

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Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O debate sobre os impactos das tecnologias digitais na saúde mental dos estudantes já faz parte da rotina de oito em cada dez escolas brasileiras, segundo a pesquisa TIC Educação 2025. O levantamento mostra que a proporção de instituições que trataram do tema passou de 62% em 2024 para 80% neste ano.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (4) pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), ligado ao Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) e ao Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). A coleta foi feita por telefone em escolas públicas e privadas, urbanas e rurais, com 2.404 entrevistas com gestores.

A pesquisa aponta também crescimento nas reuniões sobre o uso de tecnologias digitais com famílias e profissionais da escola. Em 2025, 75% dos gestores disseram ter se reunido com pais, mães e responsáveis sobre o tema, ante 60% no ano anterior. Entre professores e outros profissionais da instituição, o índice foi de 86%, contra 68% em 2024.

Outros assuntos passaram a ocupar mais espaço nas pautas escolares, como o uso seguro, crítico e responsável das tecnologias digitais, que subiu de 56% para 75%, e a inclusão da educação midiática no currículo, de 46% para 67%.

Apesar do avanço, o levantamento identifica obstáculos para a adoção de ações voltadas aos estudantes. Segundo o Cetic.br, 65% das escolas desenvolvem alguma iniciativa nessa área, com maior presença nas instituições urbanas e entre aquelas que oferecem computadores e internet para atividades educacionais. Entre as escolas que realizam essas ações, a baixa participação das famílias e responsáveis aparece como principal dificuldade, seguida da falta de materiais e recursos de apoio.

A pesquisa também mostra que, em 49% das escolas, responsáveis buscaram a direção ou profissionais pedagógicos em busca de orientação para mediar o consumo digital de crianças e adolescentes. Em 48%, houve palestras com especialistas em bem-estar e saúde mental para as famílias, e em 46% foram distribuídos guias e materiais sobre hábitos saudáveis de uso de recursos digitais.

No uso de celulares, 51% dos gestores afirmam que os alunos não podem levar o aparelho pessoal para a escola. Em 40% das instituições, o celular é permitido, mas com regras diferentes de armazenamento. Entre as escolas que autorizam o uso do dispositivo, 66% permitem que ele seja usado em atividades pedagógicas.

A pesquisa aponta ainda o avanço da inteligência artificial generativa no ambiente escolar. É a primeira edição da TIC Educação a mapear o tema, e os dados indicam que 53% dos gestores já usam essas ferramentas em atividades de gestão pedagógica, administrativa ou financeira. Em 22% das escolas, há guia de orientações sobre o uso de IA no ensino, na aprendizagem ou na gestão.

Entre as finalidades mais citadas para o uso de IA pelos gestores estão a criação de conteúdos visuais ou de comunicação, a elaboração de convites e comunicados, e a tradução, revisão ou resumo de textos. Já entre os estudantes, 37% das escolas permitem o uso de IA em tarefas educacionais.

Com informações da Agência Brasil

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