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Brasil

Érika é liberada e pode reforçar garrafão nas oitavas

Arquivo Geral

15/09/2006 0h00

O departamento médico da seleção brasileira feminina de basquete confirmou na manhã desta sexta-feira a liberação da pivô Érika para a disputa das oitavas-de-final do Campeonato Mundial, em São Paulo. A fase começa neste sábado e o Brasil estréia contra a Lituânia, às 9h30, no ginásio do Ibirapuera.

Hoje, a jogadora fez seu primeiro treino com bola desde que machucou o tornozelo esquerdo. Na quarta-feira da semana passada, durante um treinamento, Érika subiu para dar um toco em Iziane e acabou torcendo o pé na descida. Além da torção, que deixou um grande edema (inchaço) na região, a pivô sofreu uma ruptura total do ligamento.

Com tratamento intensivo, acabou adquirindo condição de jogo. "Ela está clinicamente liberada. Está apta para jogar o tempo todo se necessário", garante o médico Carlos Eduardo Marques. "Se vai jogar ou não, depende do Barbosa. Quem escala é o técnico".

O treinador não dá certezas sobre a decisão. "Vamos ver a adaptação dela", explica, justificando sua precaução. "Campeonato Mundial não é para risco. Vai depender do treino desta tarde", diz, explicando que a entrada da atleta será determinada pela necessidade do jogo.

Se depender da vontade de Érika, ela deixa o banco e vai para a quadra. "Minha vontade era ter entrado ontem", confessa, referindo-se ao confronto contra a Espanha, que venceu o Brasil por um ponto. "Pelo amor de Deus, o que foi aquilo? É duro a gente saber que poderia ter dado o máximo, mas não conseguiu. Elas mereceram vencer e agora temos que melhorar".

Érika participou de praticamente todo o treino desta manhã e usou uma proteção especial para a região lesionada. O equipamento, chamado air cast, é um tipo de atadura que impede os movimentos de torção do tornozelo sem comprometer a mobilidade de elevação do pé. De acordo com Marques, a proteção é utilizada por quase 100% dos pivôs na NBA como precaução. Além dele, Érika também treinou com uma atadura especial americana e cinta de esparadrapo.

Depois da prática, a pivô garantiu não ter sentido dores. "Estou bem, mas um pouco insegura. Ainda não estou 100%", reconhece. "Não senti dor nenhuma". No próximo treinamento, ela acredita que poderá ter uma idéia melhor de seu ajuste para um jogo. "Vamos fazer um treino mais forte, cinco contra cinco". De manhã, o trabalho foi feito em meia quadra.

Tratamento de choque
Com apenas nove dias desde que se machucou, Érika encarou uma verdadeira operação de guerra para voltar a ação antes do final do Mundial. Segundo a fisioterapeuta Flávia Rocco Siqueira, os cuidados começaram imediatamente após a contusão. "Passamos a noite inteira colocando bolsa de gelo a cada duas horas no pé dela", lembra.

Desde então, a pivô mantém a rotina diária de tratamento. "Ela faz hidroterapia, exercícios de solo e propiocepção (equilíbrio)", descreve Flávia. De acordo com o médico, são 12 horas diárias de tratamento. Nos últimos dias, a atleta acrescentou também trabalhos de corrida e salto.

Normalmente, um caso como o de Érika requer seis semanas de tratamento, mas os progressos da pivô têm superado as expectativas da comissão médica, que classifica como em 80% seu nível de restabelecimento. Ontem, ela passou por um teste radical e foi plenamente aprovada. "Fizemos todo um protocolo de avaliação. Ela fez os exercícios sem proteção e na cama elástica saltou 1,20m", lembra o médico.

Esta não é a primeira vez que a pivô tem uma contusão deste tipo. No ano passado, jogando pelo Barcelona, machucou o pé direito da mesma maneira. O médico do clube espanhol recomendou cirurgia, mas Érika preferiu retornar ao Brasil e se tratar com a equipe da seleção. "Foi exatamente a mesma lesão e ela se recuperou completamente".

O caso ocorreu antes da disputa da Copa América na qual a jogadora pôde atuar sem problemas. "Tive bastante tempo para me recuperar", compara a jogadora. Desta vez, a briga foi também contra o tempo, mas até aqui o resultado tem sido esperançoso. Mesmo o edema que permanece na área não preocupa a comissão. "Isso (desinchaço) é gradual, é tempo mesmo. O importante é que estamos tendo todo o cuidado possível", completa a fisioterapeuta Flávia.

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