”Isto é muito ruim (a situação em quadra). Todo mundo corre risco de contusão quando isso acontece”, avaliou a ala Natalia Vodopyanova. Sua compatriota Tatiana Shchegoleva também achou a situação um risco à integridade física das atletas. “É perigoso, mas temos que jogar e ficamos rezando para nada acontecer”.
Apesar da felicidade pelo resultado final, sua equipe ficou com a vaga para a semifinal, Grudin foi franco ao comentar os problemas estruturais. “Um Campeonato Mundial não pode ser disputado nestas condições. É muito perigoso para as atletas e também afeta o resultado do jogo”, disse, lembrando que em determinado momento do confronto uma de suas jogadoras caiu e não pôde voltar para o ataque.
Apesar do descontentamento, ele garantiu que não irá apresentar uma reclamação formal à Federação Internacional de Basquete (Fiba) por causa disso. “Foi uma situação difícil, mas é para os dois lados”.
O treinador da Espanha Domingo Diaz partiu para o bom-humor para lidar com o assunto. “Isso acontece, é má sorte”, disse, referindo-se ao clima na capital paulista. “Talvez tenha sido São Pedro chorando porque nós perdemos”.
Não foi apenas o jogo de abertura que sofreu com os pingos. Na seqüência, no duelo entre Brasil e República Tcheca um pouco da goteira persistia. “A gente tentou não pensar nisso”, disse a ala e cestinha do jogo Iziane, que marcou 23 pontos na vitória brasileira.
O técnico Antonio Carlos Barbosa minimizou a questão. “Nós gostaríamos que não houvesse goteira, mas este é um detalhe tão pequeno dentro de uma grande festa como esta. Também não podemos esquecer que este é um ginásio de 52 anos”, justificou.
As goteiras já haviam ‘dado as caras’ no mundial sábado, durante o confronto entre Brasil e Lituânia. Depois disso, os responsáveis pela conservação das instalações garantiram que o problema havia sido sanado, mas bastou chover de novo para toda a situação se repetir.