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Brasil

Entenda o que muda com a volta do Bolsa Família anunciada por Lula

Arquivo Geral

23/12/2022 0h01

Atualizada 11/12/2024 17h10

(Imagem: reprodução)

O dia 31 de dezembro de 2022 deve marcar não apenas o fim do governo de Jair Bolsonaro (PL), mas também do benefício assistencial que foi criado durante a sua gestão – o Auxílio Brasil, até aqui, sucessor estrutural do Bolsa Família.

No entanto, a partir de 2023, com a posse do presidente eleito Luís Inácio Lula da Silva (PT), o Auxílio Brasil vai deixar de existir e retornará aos moldes do programa que o antecedeu.

Além da troca de nomes, haverá alterações nos valores pagos e nas regras do benefício. Ao mesmo tempo, as inscrições para o Bolsa Família devem continuar abertas sem prazo de encerramento por parte do governo federal.

Troca de nomes e reestruturação do benefício

Na campanha presidencial de 2022, os dois principais candidatos à chefia do poder executivo defenderam um benefício assistencial permanente para as famílias de baixa renda.

Ao passo que Jair Bolsonaro enfatizou os números do Auxílio Brasil, Lula trouxe à memória o Bolsa Família, que foi criado em 2003 durante o seu primeiro governo (2003-2007). 

Na corrida eleitoral, ambos prometeram turbinar o benefício assistencial. Como o candidato petista foi o vencedor, a volta do seu programa está garantida.

Atualmente, o auxílio beneficia 21 milhões de famílias de baixa renda, que vivem por mês com até R$ 205 por pessoa (renda per capita).

Após a aprovação da PEC (proposta de emenda constitucional) n°123 em agosto de 2022, o Ministério da Cidadania passou a liberar R$ 600 para essas famílias. 

Até então o valor pago, conforme fixado em lei, era de R$ 400, mas deve ser mantido no próximo ano em R$ 600 com um adicional de R$ 150 por criança de até 6 anos do núcleo familiar.

Essa mudança se tornou possível graças a uma nova emenda constitucional, recentemente aprovada, que altera o Orçamento Federal de 2023 – prevendo gastos extras para turbinar o benefício e, por outro lado, reajustar o salário mínimo acima da inflação.

Novo Bolsa Família

Agora, com o fim do Auxílio Brasil e o retorno do Bolsa Família, o governo eleito prioriza cumprir algumas promessas de campanha.

A primeira é que os gastos do benefício fiquem de fora do teto de gastos em 2023 e que parte da quantia que poderá ser gasta acima do teto seja redirecionada para outros programas assistenciais, como o Farmácia Popular e a Merenda Escolar. E também:

  • Garantir o pagamento mensal de R$ 600 por família (piso do Bolsa Família);
  • Adicionar R$ 150 por criança de até seis anos em situação aquisitiva de baixa renda;
  • Exigir atualização da caderneta de vacina e frequência escolar;
  • Manter aqueles que já recebem o Auxílio Brasil de forma legal, e abrir espaço para novos contemplados.

De acordo com cálculos internos do governo, o Bolsa Família custará cerca de R$ 90 bilhões aos cofres públicos ao longo do ano de 2023. Para efeito de comparação, a União deve arrecadar R$ 1,5 trilhão em tributos e outras receitas no ano de 2022.

Fonte: FDR

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