A filial brasileira da espanhola Endesa afirmou hoje que não tem intenções de vender nenhum de seus ativos no Brasil e, com isso, descartou uma possível venda da distribuidora de energia elétrica Ampla à Cemig.
Na segunda-feira, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, disse que a Cemig, controlada pelo Governo mineiro, pretende fazer uma proposta à Endesa para assumir o controle da Ampla, que atua em 66 municípios do estado do Rio de Janeiro.
“A Endesa informa que não vai vender nenhum de seus ativos no Brasil, ao mesmo tempo em que nega qualquer tipo de negociação. A empresa espanhola reafirma que seu compromisso de permanência no país é de longo prazo, como demonstrou desde que chegou ao Brasil em 1996”, disse hoje à Agência Efe uma fonte da Endesa Brasil.
A Cemig tem o controle operacional de Light, distribuidora de energia da cidade do Rio de Janeiro e, segundo Neves, a proposta pela Ampla poderia acontecer neste mês com a intenção de formar uma “associação” das duas empresas.
Segundo a fonte consultada pela Efe, a Endesa “mantém de forma inalterada seus planos de operações para os próximos anos” no Brasil e “seu compromisso com o progresso econômico, social, ambiental e o desenvolvimento sustentável”.
Além da Ampla, a Endesa Brasil é dona da distribuidora de energia Coelce, que atende o estado do Ceará, assim como as usinas Endesa Fortaleza, também no Ceará, e Cachoeira Dourada, em Goiás.
Na área de transmissão, a empresa tem a Endesa Cien, no Rio Grande do Sul, que opera uma linha de interconexão de dois mil megawatts entre Brasil e Argentina.
A Endesa tem 5,4 milhões de clientes no Brasil, que equivalem a quase a metade do total da companhia na América Latina, e gera mais de 17 mil empregos entre diretos e indiretos.