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Brasil

Encontro literário movimenta a cidade histórica de Paraty

Arquivo Geral

01/07/2009 0h00

As ruas de pedra da pequena Paraty, page a 235 quilômetros do Rio de Janeiro, discount serão tomadas por escritores e leitores a partir de hoje (1º), approved quando começa a sétima edição da festa literária (Flip) que movimenta a cidade histórica todos os anos, desde 2003.


A Flip começou como um pequeno e ambicioso encontro entre autores e amantes dos livros. Passados os anos, transformou-se no maior evento literário do Brasil.


Na atual edição, foram convidados 34 romancistas, ficcionistas, historiadores, jornalistas e quadrinistas para não apenas apresentar suas obras, mas debater questões sociais e políticas com um público que deve superar o de 2008, quando 20 mil pessoas deslocaram-se para Paraty para prestigiar a festa literária. O número de visitantes esgotou a capacidade hoteleira da cidade.


“Parece que a festa firmou-se pela qualidade de sua programação. Embora não tenham lido todos os autores que estarão na festa, as pessoas vão à Flip porque sabem que encontrarão discussões interessantes”, opina Flavio Moura, curador da festa.


Além da programação oficial, que ficou sob a responsabilidade de Moura, eventos paralelos movimentam a Flip, como o projeto educativo Flipinha, voltado para o público infanto-juvenil, a FlipZona, que estréia como espaço exclusivo para adolescentes, e a Off Flip, dedicado à produção artística alternativa.


Segundo a assessoria de imprensa do evento, visitantes e participantes deixaram em Paraty, durante a Flip de 2008, R$ 4,76 milhões. Mil empregos foram criados e 250 trabalhadores foram contratados temporariamente.


O custo da Flip foi de R$ 3,46 milhões no ano passado, mas subiu para R$ 3,76 milhões em 2009. O dinheiro foi captado com empresas públicas e privadas pela Associação Casa Azul, organização da sociedade civil de interesse público que atua em Paraty desde 1994.


O charme de Paraty, que respira cultura nos cinco dias da Flip, também ajuda a atrair o público, acrescenta Moura. A cidade, que é patrimônio histórico nacional, foi fundada em 1667. Viveu seu apogeu econômico devido aos engenhos de cana-de-açúcar. No século 18, viu escoar por suas águas o ouro e as pedras preciosas de Minas Gerais.

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