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Brasil

Empresário diz que falta agressivide comercial dos brasileiros em relação à África

Arquivo Geral

11/06/2009 0h00

Apesar do aumento da balança comercial muito favorável ao Brasil, physician não se percebe uma participação efetiva das empresas brasileiras no mercado africano, story à exceção da Nigéria e da África do Sul.


Quem critica é Adalberto Camargo Junior, order presidente da Câmara de Comércio Afro-Brasileira.


Para ele, “o empresário brasileiro não é agressivo em relação a África”. Ele conhece 32 países africanos e esteve na primeira missão de empresários, entre setembro e outubro de 1973.


A missão levou 37 industriais brasileiros, que expuseram mais de 200 produtos em  nove países: Senegal, Costa do Marfim, Gana, Togo, Benim, Nigéria, Camarões, Zaire e Líbia.


“No Benin, antigo Daomé, nos receberam cantando músicas em português”, recorda-se Camargo Junior, ao mencionar o coro de descendentes de ex-escravos que voltaram à África.  “Eles se achavam brasileiros, afinidade cultural e étnica não desaparece”.


Aquela missão empresarial foi organizada pelo pai do presidente da Câmara de Comércio Afro-Brasileira. Alberto Camargo, empresário paulista,  foi o primeiro negro eleito como deputado federal, pelo antigo MDB (Movimento Democrático Brasileiro) partido de oposição ao regime militar que deu origem ao PMDB. O ex-deputado foi quem criou a Câmara de Comércio Afro-Brasileira no início dos anos 70 do século passado.


A primeira visita empresarial teve bons resultados, as exportações cresceram 129% e as importações subiram 300% – atingindo US$ 435 milhões e US$ 679 milhões, respectivamente segundo dados do Banco do Brasil (a quem competia monitorar o comércio exterior).


Em um artigo sobre as relações econômicas Brasil-Africa, escrito pelo economista Ivo de Santana, há depoimentos do ex-deputado Alberto Camargo sobre as dificuldades de organizar a missão, entre elas levar empresários negros brasileiros ao continente africano.


“Eu fiquei preocupado de levar uma missão comercial para a África que não tinha empresário negro. Eu mandei fazer uma pesquisa para levantar quais eram os empresários negros preparados e não achei. Eu fui obrigado a travestir 11 negros como empresários para levar na missão”.


Passados 36 anos da primeira missão, com a corrente comercial ultrapassando US$ 26 bilhões, a dificuldade permanece. Camargo Jr. é o único negro brasileiro entre os representantes e executivos enviados pelas empresas brasileiras na missão à Africa Subsaariana.


Do lado do governo há apenas um negro o engenheiro Jorge Antônio Cruz, coordenador geral de articulação internacional do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro).


*O repórter viaja a convite do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) Edição: Tereza Barbosa

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