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Empresa do Passeio do Macuco, em Foz do Iguaçu, vence leilão para seguir atuando por mais 15 anos

Grupo vencedor promete ampliar a qualidade do passeio e reduzir o valor máximo do ingresso, com previsão de atender quase 400 mil visitantes por ano

Redação Jornal de Brasília

12/08/2026 18h17

parque nacional do iguaçu

Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, no Paraná. Foto: José Fernando Ogura/Arquivo AEN

CATARINA SCORTECCI
FOLHAPRESS


A empresa Ilha do Sol Agência de Viagens Ltda seguirá operando o tradicional Passeio do Macuco, no Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu (PR), por mais 15 anos, sob concessão do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade).

Ela e outras duas empresas, a Construcap CCPS Engenharia e Comércio S/A e a Cataratas do Iguaçu S/A, formam o consórcio Novo PNI – Macuco, vencedor do leilão do Passeio do Macuco realizado nesta quarta-feira (12), na B3. A expectativa do grupo é atender em média 387 mil visitantes por ano, ao longo dos 15 anos.

Na B3, o consórcio Novo PNI ofereceu R$ 79.900.000,00 de outorga, o que representa um ágio de 115,02% (o valor mínimo da outorga era de R$ 37.159.745,09).

O grupo teve apenas um concorrente, o consórcio Passeio do Iguaçu, formado pelas empresas Brasiluz Eletrificação e Eletrônica Ltda, Camila Navegação e Transportes Ltda e RAFF Infra Ltda.

O consórcio Passeio do Iguaçu ofereceu uma outorga de R$ 56.669.000,00, o que representa um ágio de 52,50% do valor de referência, e acabou derrotado na disputa.

O leilão ocorre em meio a uma investigação da Polícia Civil do Paraná sobre a morte de um turista holandês durante o passeio, que inclui um trajeto de barco nas corredeiras do rio Iguaçu próximo às famosas Cataratas do Iguaçu.

Em 28 de julho último, um barco que transportava um grupo de turistas da Holanda acabou virando e um homem de 25 anos morreu após se afogar e ter uma parada cardiorrespiratória.

A Polícia Civil informou à reportagem nesta quarta-feira (12) que não há uma data definida para o término da apuração.

Na data do acidente, o ICMBio informou que a empresa Ilha do Sol está com a documentação regular. Segundo o instituto, o contrato vigente com a Ilha do Sol começou em 25 de junho de 2010 e deve vigorar até 25 de junho de 2027.

As outras duas empresas que integram o consórcio vencedor, Construcap e Cataratas do Iguaçu, já atuam juntas na Urbia Cataratas S/A, concessionária responsável pelo Parque Nacional do Iguaçu.

Em nota à reportagem, a Ilha do Sol afirmou que, embora recém-formado para o certame, o consórcio Novo PNI reúne “empresas com histórico consolidado e vasta experiência na gestão do turismo sustentável”. A empresa também afirmou que haverá “uma transição fluida e um salto de qualidade” no atrativo.

A Ilha do Sol também destacou que o novo contrato com o ICMBio determina uma redução do valor limite do ingresso para o passeio completo, de R$ 384 para R$ 300, após a realização das obras previstas no edital.

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