“Não tem nada de trauma, isso acontece”, garantiu o técnico José Roberto Guimarães. “Este ano nós ganhamos três vezes da Rússia, sendo uma na final do Grand Prix. Quando você está perdendo por 2 sets a 1, empata em 2 x 2 e perde um tie-break por 15 x 13 significa que as coisas estão muito próximas”, explicou o técnico.
De acordo com ele, a postura das atletas em quadra foi bem diferente de quem poderia sentir o peso da camisa vermelha das russas. “Não vi esse time se intimidar em momento algum. Pelo contrário: elas foram para cima da Rússia o tempo todo. Só que ocorreram alguns lances de sorte e acabou dando a Rússia. Mas fiquei muito feliz com tudo o que vi deste grupo. Essas meninas são muito legais”, elogiou.
Parte da seleção que ficou em quarto lugar em Atenas-2004, a capitã Fofão foi enfática. “A gente já está totalmente curada deste trauma, mas as coisas não deram certo em uma nova decisão contra a Rússia. Então vamos partir para a próxima até que vai chegar uma hora que vamos conseguir”, resumiu.
“A Rússia se tornou mais uma equipe a ser batida, como a gente tinha China e Cuba. Agora a gente está batendo de frente contra elas. Temos que ter um outro tipo de treinamento para vencê-las, mas só o tempo vai ajudar a gente a corrigir os detalhes que faltaram”, completou a jogadora, que confirmou ter disputado seu último Mundial.
Para o técnico, o momento é de aprender com as qualidades das adversárias. “Quanto mais parâmetro de equipes como a Rússia nós tivermos, melhor. É interessante as jogadoras entenderem as dificuldades pelas quais nós passamos e tudo o que precisa ser melhorado”, explica Zé Roberto Guimarães. “Vamos ter que trabalhar mais forte porque os parâmetros dos times que encontramos é o que faz com que a gente determine todo o planejamento de treinos”, justificou.