Menu
Brasil

Em reunião, CNI defende metas empresariais focadas em <i>desenvolvimento amplo</i>

Arquivo Geral

23/11/2009 0h00

O vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, defendeu hoje em uma reunião de presidentes de organizações empresariais ibero-americanas a definição de metas empresariais focadas em um “desenvolvimento amplo”, que contribua para alcançar melhoras sociais.

“Espero que esta reunião realmente produza uma agenda na qual possamos contribuir para o bem-estar social”, disse Andrade à Agência Efe.

O empresário ressaltou a importância de as iniciativas das entidades ibero-americanas não se limitarem a ser apenas “ações empresariais”, que sejam “sociais” e que gerem benefícios, como a criação de emprego e renda.

Segundo Andrade, todos os países ibero-americanos têm algo a oferecer, mas o Brasil especificamente pode compartilhar “boas experiências econômicas” e, sobretudo, como dar “legitimidade e confiança” aos mercados para fortalecer a economia.

“Vivemos no mundo todo neste último ano uma crise muito profunda cuja maior consequência foi a redução do nível de emprego”, ressaltou Andrade, para quem o principal desafio das organizações empresariais deve ser “recuperar o nível de emprego e gerar investimentos” que o estimulem.

Nesse sentido, Andrade prevê que a grande meta para os próximos anos será “capacitar” as pessoas com os conhecimentos necessários para responder ao “desenvolvimento crescente” das economias, que se voltam cada vez mais para a tecnologia e para a inovação.

O empresariado ibero-americano é escutado na Organização Internacional do Trabalho (OIT) “e pode formular propostas muito positivas para que haja no mundo um crescimento econômico que represente também um desenvolvimento social”, afirmou.

Sobre a resposta da América Latina à crise, Andrade citou Guatemala, Chile e Uruguai como países que “souberam enfrentar os problemas econômicos de uma maneira mais ordenada”.

“O Brasil esteve melhor nesta crise porque temos um sistema financeiro muito bem regulado e controlado”, acrescentou o empresário, para quem o importante é “aprender as lições” do período de turbulência econômica.

Sobre a situação do setor privado nos diferentes países latino-americanos, o vice-presidente da CNI apontou que há “fases” e lembrou o Brasil também passou por diferentes cenários políticos ao longo das últimas décadas.

“No Brasil, passamos por vários regimes políticos desde o militar, a abertura, presidentes mais à direita e, agora, um ciclo com o qual os brasileiros estão contentes, porque realmente (o Governo) representa a sociedade”, concluiu.

A reunião de presidentes de organizações empresariais ibero-americanas, que termina amanhã, é um dos encontros prévios à cúpula ibero-americana de chefes de Estado e de Governo, que será realizada de 29 de novembro a 1º de dezembro na cidade de Estoril, em Portugal.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado