Quarto brasileiro confirmado na temporada 2010 da Fórmula 1, Lucas di Grassi prefere não falar em números quando questionado sobre a sua expectativa na principal categoria do automobilismo mundial. Ainda sem saber exatamente o que esperar da também estreante Virgin Racing, o paulista adota o discurso de “fazer o melhor possível” a fim de escapar de qualquer tipo de pressão de público e da mídia.
“Nunca tracei metas na minha vida. Quando eu ainda estava no kart, por exemplo, corria porque gostava e não para estar na Fórmula 1”, justificou o piloto, que vem de quatro temporadas na GP2 e passou os dois últimos anos como reserva da Renault. “Procuro sempre tirar a melhor performance de cada elemento do carro e de mim. No fim de 2010, quero olhar para trás e ver que fizemos o melhor possível”, destacou.
Di Grassi, porém, recebeu em público uma garantia de Alex Tai, CEO da Virgin: terá igualdade de condições com o outro piloto da equipe, Timo Glock. “Temos uma postura democrática e não achamos que é necessário ter um primeiro e um segundo piloto. Eles vão ter que correr juntos para tentar ser melhor que o outro”, afirmou o dirigente.
Tanto Tai quanto Lucas, entretanto, admitem que a Virgin não deve repetir a Brawn GP em 2009 e surpreender a todos dominando o campeonato em sua primeira temporada na Fórmula 1.
“Não vamos ter certeza do nosso desempenho até entrar na pista e ver os outros, mas a Brawn não era uma equipe que veio do zero. Eles já estavam consolidados com a Honda e tinham também o Ross Brawn, que é uma pessoa excepcional. Repetir a Brawn é muito improvável”, lamentou.
Alívio – Simpático, Lucas não escondeu o alívio quando soube que vai ficar com o número 25 no carro – a Virgin também tem direito ao 24, de acordo com a ordem estabelecidada pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA).
“Graças a Deus”, sorriu Lucas, levantando as mãos como em agradecimento aos céus. Ex-Toyota, Timo Glock é quem terá o carro ornamentado com o número que causa uma série de brincadeiras no Brasil.