A pivô Êga não escondeu sua insatisfação com o lance final do jogo entre Brasil e Espanha pela última rodada da fase classificatória do Campeonato Mundial feminino de basquete, nesta quinta-feira, no ginásio do Ibirapuera. “Eu não comemoraria um jogo roubado como esse”. Desabafou a atleta, protestando por duas faltas que a arbitragem não teria marcado em favor da seleção.
“Fizeram duas faltas, uma em mim e outra na Alessandra e o juiz viu”, confessou, incomodada. Apesar da irritação, ela elogiou a apresentação adversária. “Claro que a Espanha fez um bom jogo, mas é duro”.
Kelly também discordou da arbitragem, mas foi mais comedida em seu protesto. “O árbitro deixou de dar duas faltas, mas pelo menos perdemos para uma equipe de alto nível. É melhor perder agora e acertar o que está errado”, diz a pivô, responsabilizando a própria seleção pelo resultado. “A gente teve a oportunidade, mas não aconteceu”.
Cestinha do time com 19 pontos, mesma pontuação da espanhola Amaya Valdemoro, Iziane destaca a garra que a equipe manteve. “Jogamos até o final. Foram momentos bons que não entraram, é uma questão de acertar a mão nestes momentos”.
A seleção brasileira chegou a ter uma vantagem de seis pontos no terceiro quarto, mas acabou desperdiçando a situação. “Perdemos várias chances, bolas fáceis até”, analisa o técnico Antonio Carlos Barbosa, que preferiu tratar o lance decisivo como “duvidoso”.