O manda-chuva da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, afirmou que a McLaren pode até mesmo ser excluída da temporada se for comprovada a quebra do regulamento esportivo por parte da equipe. A FIA abriu um inquérito para apurar se a escuderia inglesa deu ordens a Lewis Hamilton para diminuir seu ritmo no final da corrida, beneficiando, assim, seu companheiro, Fernando Alonso.
Como as ordens de equipes foram banidas da Fórmula 1 desde 2002, quando a Ferrari ordenou ao brasileiro Rubens Barrichello que deixasse Michael Schumacher vencer o Grande Prêmio da Áustria, Ecclestone afirma que se a McLaren for considerada culpada, a equipe terá sorte se receber apenas uma multa.
“Não sei quais são ou foram as ordens”, disse Ecclestone ao jornal Daily Mail. “Um coisa é certa: se houve alguma ordem do time relacionada à posição dos dois pilotos, se alguém foi obrigado a manter sua posição, isso é contra todas as regras esportivas que temos. Assim, eles terão sorte se receberem a mesma multa que a Ferrari, pois eles podem ser excluídos do campeonato ou perder pontos”, avisa o inglês, eximindo os pilotos da McLaren de qualquer culpa.
“Se houve instruções, não foi culpa dos pilotos. Se estou correndo para você e você me diz para ficar onde estou e não ultrapassar o carro da frente, o que posso fazer? É quem dá as ordens que deve ser punido”, disse Ecclestone.
No entanto, o chefe da McLaren, Ron Dennis, disse logo após a corrida que o time não deu nenhuma ordem. “Não temos ordens, tínhamos uma estratégia para vencer esta corrida. Não dou desculpas para instruir meus pilotos a diminuírem seu ritmo depois da primeira parada e efetuar nossa tática”, explicou.
Vários nomes da Fórmula 1 respaldam a posição da McLaren. O co-proprietário da Williams, Patrick Head, por exemplo, diz que a influência de uma equipe sobre o resultado não se dá necessariamente através de ordens. “Isto pode acontecer de várias maneiras, não apenas com instrução aos pilotos”, disse o dirigente á Gazzetta dello Sport.
“Temos os pit stops, níveis de combustível e especificações do carro. Um time que domina em Mônaco, como a McLaren e a Ferrari nos últimos anos, e que deixa seu piloto à própria sorte deve ser responsabilizado se acontecer algum acidente. Mas se tal domínio acontecer uma ou duas vezes por ano, acho que a equipe não deve ser criticada por tentar garantir o máximo de pontos”, defende Head.
Na mesma direção de Patrick Head, o sócio da Toro Rosso, Gehard Berger, diz que a corrida do último fim de semana em nada teve a ver com a polêmica ocorrida no Grande Prêmio da Áustria de 2002. “O que aconteceu em Mônaco é muito diferente do que houve em Zeltweg. Um time pode instruir seus pilotos para manter suas posições”, disse o austríaco.
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“Não sei quais são ou foram as ordens”, disse Ecclestone ao jornal Daily Mail. “Um coisa é certa: se houve alguma ordem do time relacionada à posição dos dois pilotos, se alguém foi obrigado a manter sua posição, isso é contra todas as regras esportivas que temos. Assim, eles terão sorte se receberem a mesma multa que a Ferrari, pois eles podem ser excluídos do campeonato ou perder pontos”, avisa o inglês, eximindo os pilotos da McLaren de qualquer culpa.
“Se houve instruções, não foi culpa dos pilotos. Se estou correndo para você e você me diz para ficar onde estou e não ultrapassar o carro da frente, o que posso fazer? É quem dá as ordens que deve ser punido”, disse Ecclestone.
No entanto, o chefe da McLaren, Ron Dennis, disse logo após a corrida que o time não deu nenhuma ordem. “Não temos ordens, tínhamos uma estratégia para vencer esta corrida. Não dou desculpas para instruir meus pilotos a diminuírem seu ritmo depois da primeira parada e efetuar nossa tática”, explicou.
Vários nomes da Fórmula 1 respaldam a posição da McLaren. O co-proprietário da Williams, Patrick Head, por exemplo, diz que a influência de uma equipe sobre o resultado não se dá necessariamente através de ordens. “Isto pode acontecer de várias maneiras, não apenas com instrução aos pilotos”, disse o dirigente á Gazzetta dello Sport.
“Temos os pit stops, níveis de combustível e especificações do carro. Um time que domina em Mônaco, como a McLaren e a Ferrari nos últimos anos, e que deixa seu piloto à própria sorte deve ser responsabilizado se acontecer algum acidente. Mas se tal domínio acontecer uma ou duas vezes por ano, acho que a equipe não deve ser criticada por tentar garantir o máximo de pontos”, defende Head.
Na mesma direção de Patrick Head, o sócio da Toro Rosso, Gehard Berger, diz que a corrida do último fim de semana em nada teve a ver com a polêmica ocorrida no Grande Prêmio da Áustria de 2002. “O que aconteceu em Mônaco é muito diferente do que houve em Zeltweg. Um time pode instruir seus pilotos para manter suas posições”, disse o austríaco.