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Brasil

Dono da página Choquei é preso pela PF em investigação de lavagem de dinheiro que deteve MC Ryan

Investigação aponta Raphael Sousa Oliveira como operador de mídia em esquema bilionário ligado ao MC Ryan SP

Redação Jornal de Brasília

15/04/2026 13h12

Foto: Reprodução/PF

Operação Narco Fluxo prendeu Raphael Sousa Oliveira, criador da Choquei, ao combater esquema bilionário. Foto: Reprodução/PF

TULIO KRUSE E BÁRBARA SÁ
FOLHAPRESS

O dono da página Choquei, uma das maiores de entretenimento do país, foi preso durante uma operação da Polícia Federal nesta quarta-feira (15). A investigação diz que Raphael Sousa Oliveira, 31, atuava como um operador de mídia para um esquema de lavagem de dinheiro e apostas ilegais liderado pelo artista MC Ryan SP, que também foi preso.

A reportagem tentou contato com a defesa por email e mensagem enviados às páginas administradas por Raphael, mas não houve resposta na manhã desta quarta-feira.

A prisão de Raphael foi efetuada por 1 dos 39 mandados de prisão expedidos pela Justiça Federal no âmbito da Operação Narco Fluxo. A prisão é temporária e tem prazo inicial de 30 dias. Segundo a PF, profissionais do meio musical com milhares de seguidores nas redes sociais criaram um sistema sofisticado e complexo para movimentar recursos ilícitos. Raphael, segundo a investigação, teria um papel de operador de mídia.

A Choquei tem 27,1 milhões de seguidores no Instagram e 9,4 milhões no X e se apresenta como um meio para “fofocas exclusivas”, com informações sobre celebridades, bastidores de programas de televisão e novidades do setor de entretenimento. A página pessoal dele tem 1,4 milhão de seguidores no Instagram.

Dados da Receita Federal indicam que o homem é sócio-administrador de duas empresas ligadas à página, ambas com sede em Goiânia. A primeira foi aberta em 2019, e a segunda, dois anos depois.
O administrador da página é descrito na apuração como responsável por divulgar conteúdos favoráveis ao cantor MC Ryan SP, apontado como centro da estrutura, além de promover plataformas de apostas e rifas digitais.

A decisão da Justiça afirma que Raphael recebia “altos valores” de integrantes do grupo, em troca da atuação como operador de mídia, que consistia na divulgação de conteúdos, promoção de apostas e gestão de imagem. Não foi especificado o valor recebido.

A atuação atribuída ao criador da página não envolve diretamente a movimentação financeira do esquema, mas o uso do alcance nas redes sociais como ferramenta de sustentação da estrutura. Segundo a PF, essa estratégia incluía tanto a promoção de conteúdos quanto a tentativa de reduzir impactos negativos decorrentes das apurações.

Segundo a decisão judicial, o grupo teria movimentado valores em escala bilionária, com indícios de ocultação patrimonial e uso de empresas para dar aparência de legalidade aos recursos.

A decisão autorizou medidas como buscas e apreensões, bloqueio de bens e quebra de sigilo de dados telemáticos dos investigados.

Ao todo, dezenas de pessoas físicas e jurídicas são investigadas por participação em diferentes etapas do esquema, que envolveria desde a captação de recursos até a sua redistribuição e reinserção na economia formal.

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