Cíntia Gabriele Silva, try dona-de-casa de 22 anos, precisará entrar na justiça em Ponta Grossa, no Paraná, para conseguir registrar sua filha, Emanoele, de 1 ano e 2 meses.
O nome do pai de Emanoele não pode constar no documento sem a autorização da justiça, pois o eletricista Emerson Luiz Seifort morreu durante a gravidez e Cíntia não era casada legalmente com o companheiro.
Cíntia vivia com Emerson há dois anos e estava no sexto mês de gravidez quando ele morreu em um acidente de carro, em dezembro de 2006. Além de Emanoele, o casal já tem um filho de três anos, Emanoel.
Cíntia tenta registrar sua filha desde o nascimento. Na primeira vez, tentou fazer o registro com a Declaração de Nascido Vivo obtida no hospital, mesmo tendo vivido com ele até o seu óbito. Já pediu ajuda e diz que até já chegou a contratar um advogado.
Por causa da demora do processo, Cíntia registrará a criança apenas com o seu nome, mas afirma que é uma medida temporária. Sem os documentos, a criança não existe no mundo legal e não tem direitos a benefícios.